terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ontem, na sombra



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cá vamos nós outra vez

Frio, temperatura a subir, moleza.
Cheira-me que isto de ter estado de serviço no fim-de-semana vai virar-se contra mim.
Enfermeiraaa...!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Projecção do medo


Há coisas que entram na nossa vida sem que possamos fazer nada para o evitar.
Um momento, algo com que nos cruzamos na rua, uma frase em reticências - basta um segundo e algo se instala como se estivesse em casa. E, a partir daí, parece que estamos rodeados, que passamos a reparar em coisas óbvias que sempre estiveram lá mas que nunca nos saltaram à vista. Como quando compramos um carro e passamos o mês seguinte a espantar-nos com a constatação de que, afinal, há por aí uma infinidade deles iguais ao nosso.
De Julho para agora, à boleia de reticências, descobri uma violenta repulsa adormecida em mim. Se o assunto bate em drogas, leves ou duras, diversão ou drama, não posso deixar de notar que desenvolvi (ou despertei) nem mais nem menos do que uma alergia.
Não é física, não é de experiência (defesas naturais a 100%, graças a Deus). É cognitiva, é moral, é emocional.
É preconceito, tacanhez e espírito fechado, para alguns.
É uma ferida aberta que reage ao mínimo toque do quotidiano e que me assusta.
Principalmente porque sei que, a ter filhos, esse dia já esteve mais longe e tudo isto se transforma em algo que muito dificilmente deixará de me entrar pela porta dentro daqui a uns quantos anos.
Que porra que é isto de ter uma consciência...