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Quinta-feira, Novembro 19, 2009

Reacções

Não sei o que é. Não sei se é medo, não sei se é uma comparação inconsciente a rejeição, não sei se será, até, inveja. Não sei se é a noção de que nunca poderei ser assim, nem que queira, porque não prevejo no meu futuro próximo a capacidade de o fazer. Não sei se é apenas por não poder estar presente, não sei se são apenas saudades de quem partilha o dia-a-dia comigo e, de um momento para o outro, partilha apenas dois pares de mensagens e um telefonema. Não sei se é o medo de que aconteça alguma coisa e eu não possa fazer nada, de tão longe que estou, não sei se é por eu próprio nunca ter gostado do lugar em questão. Não sei se é por a despedida ter sido tudo menos o que se esperava ou se por o dia do reencontro se fazer esperar com requintes de agonia.
O que sei é que aperta, retorce, mói, não larga a garganta por um segundo. E cria todo um mal-estar que era absolutamente imprevisível há uma semana. Não consigo ser eu próprio, estes dias, e os esforços para mudar não têm o tempo de que precisam para fazer efeito porque, logo a seguir, vem algo que quase os anula.
Passarei por exagerado, talvez, por egoísta, por infantil, por dramático, sofredor por antecipação. Sim, por isso tudo, mas isso não ajuda a mudar. Continuo a ser eu, com todos os meus defeitos, e a precisar de tempo para aprender a reagir de outra forma. Não é o fim-do-mundo, não é o fim de nada, sequer. É apenas o fim-de-semana que mais tempo está a demorar a chegar de que tenho memória. E nem é para resolver o problema: é só para começar a abstrair-me dele.

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O senhor que se segue

Não há muitos momentos destes na vida. Pelo menos, não para o comum dos mortais, que poderá ter, digamos, umas 10 situações semelhantes - e isto, convenhamos, com uma carteira com pouca traça.

Portanto, se há cinco anos a conversa foi esta, desta vez vai soar mais rouca, mais a... diesel. Em breve, mais novidades.

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Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Pensamento desta manhã

Soooooooono...

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Domingo, Novembro 01, 2009

Par-is not worth it (yet...)

Ontem foi o dia da viagem-flash.
Confesso que fiquei desiludido com aquilo que vi de Paris - reconhecendo que foi muito pouco - e aliviado por não ter dado mais do que uma nota de €10 para pagar os vôos, com direito a troco.

Do Porto para Beauvais percebi que, afinal, alguns dos motivos porque tanta gente se queixa do serviço da Ryanair são reais - confusão e atrasos nunca caem bem, especialmente quando regados com uma aterragem em plano inclinado.
Paris, em si, deixou-me com um gostinho de aparências, uma cidade feita de imagem mas com pouca alma. Edifícios monumentais e majestosos, dinheiro a transpirar por cada poro das largas avenidas que levam ao Arco do Triunfo, luz (sim, de facto, luz). Mas fiquei com aquela sensação de ser só uma fachada, smoke and mirrors.
Repito que estive lá muito pouco tempo e, talvez por isso, tenha passado ao lado da vida parisiense. Não me conquistou. Não como Londres, que o fez assim que pus o pé em Piccadilly Circus pela primeira vez. Também não como Bruxelas, cidade que não adorei mas que tem piada nas suas imperfeições.


Admito que o facto de por lá se falar esse fascinante idioma que é o francês não ajudou em nada a que Paris caísse nas minhas boas graças. Aquilo é demasiada cantoria para mim.
Ainda assim, impõe-se dar a Paris uma segunda oportunidade, já que há seguramente tanto que ficou por descobrir.
Com o relógio nas 19h locais, a festa estava por um fio e as luzes começaram a apagar-se. Corremos para a camioneta, deixámos os outros turistas mais à vontade na cidade.
No fim do dia, ainda tive a oportunidade de apreciar o aeroporto de Beauvais com mais tempo, tendo ficado bem claro que se trata do pior barraco com lojas para onde já voei. A sério. Não é ser implicativo, foi opinião unânime: muito mau. Depois disto, acho que vou candidatar o meu lugar lugar de garagem a aeroporto internacional.
Valeu que o vôo de regresso foi relativamente tranquilo e a chegada ao Porto, ainda que por entre nevoeiro e alguma chuva, foi exemplar.

Mas como em tudo na vida tem que haver sempre algo positivo, a verdade é que vínhamos os sete com algum apetite - para não dizer fome -, pelo que depressa se percebeu que a noite não acabava no aeroporto. Estou, portanto, em condições de afirmar que coroei a ida a Paris comendo uma bela francesinha. E mais não digo.


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Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Macro + micro = ?

Tenho metade* da vida concentrada na minha freguesia. Em três ruas da minha freguesia, para ser mais exacto. Emprego, casa e aulas de dança.
A outra metade da vida está a 50kms de mim. O Universo rege-se por leis de compensação? É matemático? E pode isto ser considerado equilíbrio?

* - no que a tempo diz respeito


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Segunda-feira, Outubro 12, 2009

De saída

Havia putos.
Putos aos berros, a chutar uma bola de uns para os outros, a ocupar todo o caminho da entrada. Era Outubro de 2009, mas podia ser de 1990 ou 1995.
A diferença é que, por esses dias, havia ali putos constantemente, às dezenas - uma, em dias normais; duas, em dias bons. E quando não estavam ali, era sabido: estavam todos nas traseiras, a fazer a vida num inferno a quem tinha o azar de ter a casa voltada a Norte. Os portões das garagens tinham formas curiosas, a maior parte delas por serem alvos preferenciais das habilidades de finalização - ou seja, balizas - e queixavam-se bem alto sempre que o guarda-redes respectivo não cumpria a função que lhe estava destinada.
Obviamente que os donos das respectivas balizas... perdão, garagens, não estavam pelos ajustes com este campeonato de todos contra todos e, volta e meia, lá chovia sermão e missa cantada. Jogo interrompido, lá se mudava de estratégia - futebolada normal, com balizas inofensivas - e os ânimos serenavam. Até ao dia seguinte.
Na frente do prédio, a conversa era outra. O espaço era mais apertado e a imaginação era posta a funcionar. Duas balizas estreitas, jogo mais técnico, campeonatos de 1x1, em que era obrigatório rematar colocado e em força para se chegar a algum lado. Dois a jogar, os outros todos sentados no degrau diante das portas, ora a desconcentrar, ora a esperar apenas pela sua vez. Uhm, normalmente a desconcentrar, sim.
Desta vez não se jogava de baliza em baliza.
Os putos estavam só num amontoado, a passar a bola de forma desorganizada mas a fazer o barulho típico de grandes jogadas em estádios cheios. Foi bom rever a cena, ainda que de mais alto, ainda que só por uns segundos, de passagem, como que a lembrar que a vida já não é a mesma. Imaginei porque não estaria ali ninguém a reclamar do barulho, porque não estaria o vizinho do primeiro andar, de dicionário em riste, a discutir a superioridade da construção frásica "jogar a bola" sobre a sua congénere popular "jogar à bola". Porque não estaria o do rés-do-chão a perguntar quem amolgou a porta do carro (se está a ler, desculpe...).
Talvez porque, como para mim, acabava por ser reconfortante também para todos eles aquela algazarra ali criada, como se houvesse vida nova num prédio que já cresceu há uns anos e que começa agora a sair de casa para ir fazer a sua vida noutro lado qualquer. Talvez porque, com mais desencanto mas mais realismo, todos soubessem que aquele era apenas um retrato passageiro de algo que já não volta e que, em vez discutir com esse retrato, era melhor ficar apenas a admirá-lo, como se faz com todos os outros, e deixar o tempo correr ao sabor da memória.

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Quinta-feira, Outubro 01, 2009

França, take 2

Ora, portanto, a França era uma espécie de espinha atravessada no meu mapa de passeatas pela Europa. Não é que tal mapa esteja particularmente recheado de cruzes a marcar os sítios por onde passei - não são assim tantos, é um facto - mas a França era ainda uma vasta área cinzenta a separar a Ibéria do resto do continente.
Dia 31 começo pela capital, como já tinha dito antes, e em finais de Novembro vou dedicar-me ao centro, mais concretamente Lyon. E, dessa forma, já não me fica a faltar pôr os pezinhos em terras da liberté, da fraternité e das baguettes.


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Sexta-feira, Setembro 25, 2009

E afinal...

Qual é o meu lugar aqui?

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Quarta-feira, Setembro 23, 2009

DESadenda

Afinal não vai haver quarto concerto. Uma alteração de última hora na data desalinhou os planos e, dessa forma, ficamos mesmo com o cartaz anterior. E já não é mau... =)

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Segunda-feira, Setembro 21, 2009

Adenda ao anterior

Foi confirmado hoje um quarto nome para o festival. Em breve, o cartaz completo! =)

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Domingo, Setembro 20, 2009

Sync

Dia, mês, ano e hora. Nice! =)

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Quinta-feira, Setembro 17, 2009

My own little "summer" fest


=)


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Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Alien

Hoje, ao passar por uma das ruas principais da minha cidade, dei conta de que já não o fazia há muito tempo. Não àquela hora, não a ver a cidade à luz do fim do dia - momento que, note-se, teima em chegar cada vez mais cedo, a abrir caminho para o Outono.
Fiquei realmente impressionado com a forma como, sem eu ter dado conta, um caminho que eu fazia tantas vezes deixou de ser parte do quotidiano de forma tão marcada. É também por isto que percebo que pertenço cada vez menos à minha cidade e que o meu lugar já não é aqui.
Por agora fico. Até quando?

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Domingo, Agosto 23, 2009

Viagens flash

O conceito não é novo, mas também não será propriamente antigo. Não fui eu, sequer, quem o inventou, mas aderi a ele de imediato.
A ideia é simples: aproveitar as benesses que algumas companhias aéreas oferecem e, no espaço de um dia, ir visitar uma qualquer cidade europeia como se de um passeiozinho ali à rua do lado se tratasse.
Seremos uns 10, na minha primeira viagem-flash. É no final de Outubro. E é para aqui.



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Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Ora... =(

E uma faringite manda um fim-de-semana pelo cano abaixo em dois tempos. Ao menos, que seja só isso.
(não sou eu. mas posso vir a ser)

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Segunda-feira, Agosto 17, 2009

Mais Alto

Boa semana a todos.
Ao som disto. Porque sim. =)



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