terça-feira, 19 de janeiro de 2010

17.10.1913 - 19.01.2010

96 respeitáveis anos para nunca esquecer.
Até sempre.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Coisas. Diversas.

Já levo uns dias sem escrever, o que significa que há matéria acumulada que ainda não viu a luz do dia. Decidi, pois, em vez de criar uma série de posts pequenos, juntar tudo num único que, ainda que desprovido de lógica, facilita a vida a muito boa gente (onde eu próprio estaria incluído, no caso de ser "boa gente").
Posto isto, e sem mais demoras, passemos ao primeiro post de 2010.

No último dia de 2009, a caminho de Gouvães do Douro, onde passei a meia-noite, fui apanhado de surpresa por este cenário:

Foi na A7, pouco antes de chegar à A24, e fez com que a viagem tivesse uma hora a mais do que o esperado.

Já em Gouvães, e já este ano, tempo para umas ideias de domínio


e para apreciar a paisagem em redor.


Já por terras mais próximas, um passeio pelos Clérigos


e dar conta de ter rodado quase 4 mil quilómetros em mês e meio (nada mau, para quem tinha uma média de 5 mil ao ano).


E acabo esta manta de retalhos dando conta de que sábado fui ver o Avatar e, confesso, vão ser os €6,70 que mais vou chorar em toda a minha vida. Do meu ponto de vista, o filme é incrivelmente mau e não foi capaz, por um segundo, de reverter a impressão negativa que dele levava quando entrei na sala de cinema - ao contrário, por exemplo, do Coco Avant Channel, que se libertou facilmente do preconceito de aborrecido filme francês com que o encarei.
Avatar tem uma aura de mediocridade, principalmente ao nível do argumento, que me mexeu com uma série de nervos. Vários deles, seguramente, indutores de sono. Não dormi, apenas e só, porque não encontrei posição para tal. Por favor... Pandora? Unobtainium? Banshee? A cada nome, cada reviradela de olhos.
Um filme não pode viver exclusivamente dos efeitos visuais e Avatar prova isso mesmo. Até porque há o risco de os efeitos visuais estarem pobres. Não digo "serem" porque reconheço que a fluidez da imagem, sendo uma animação que aspira ao realismo, é muito boa. Mas o 3D era horrível, demasiado escuro e com pouca nitidez. Tanto que tirei os óculos levava o filme 20 minutos e não voltei a pô-los. Preferi ver algumas imagens desfocadas (facto que, surpreendentemente, só incomoda nos primeiros 5 minutos) do que vê-las à luz da vela. Não que isso fizesse grande diferença, em todo o caso. Avatar é apenas uma máquina de marketing bem-oleada e, no final, fiquei furioso comigo próprio por não ter seguido o instinto que me dizia para não o ver.