domingo, 26 de dezembro de 2010

Espírito Natalício IV

Tal como previa: perfeitamente limitado às horas entre a saída do trabalho e o fim da ceia, nada mais do que isso.
O dia 25, esse, fica como um enorme vazio nas memórias (e não só).

E pronto, de volta à deprimente normalidade.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Espírito Natalício III

Pois, parece que este ano vai ser mesmo espírito natalício reprimido à força de trabalho (não só, mas essencialmente).
Vai resumir-se à ceia, imagino, e dependerá um bocado dos convivas - a dúvida está em quanta barracada vai ser armada mais logo, sendo as opções "infinita" ou "nenhuma".

De qualquer das formas, acordei com vista para telhados brancos, o que é sempre engraçado num dia como o de hoje.

Feliz Natal a todos.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Espírito Natalício II

De facto, este ano não há crise nenhuma (há o stress das compras, mas isso já faz parte da quadra).
A verdade, contudo, é que este Feliz Natal tem qualquer coisa no motor de arranque. Vamos acreditar que se está a guardar para as últimas mas que vai chegar em força!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Espírito Natalício - o reverso da medalha?

Há dois anos, dei aqui conta de uma crise de espírito natalício. Este ano - sosseguem! - está tudo bem, não há qualquer crise, mas tenho uma pequena dúvida: numa altura em que faltam 10 dias para o Natal e em que apenas três das 17 ou 18 prendas estão compradas, será normal que, de cada vez que vou à caça de mais, só veja coisas para mim? Estarei mesmo na sintonia certa?
Acho que vou começar a fazer lista... só para facilitar a vida aos outros e, dessa forma, proporcionar-lhes um ainda mais feliz Natal.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Rover 25

Sendo que, neste caso, "25" são os milhares de quilómetros que ele percorreu no primeiro ano comigo.
Veio parar-me às mãos com 112 mil e está já a um par de centenas dos 137, o que significa que 2010 foi, sem dúvida, o ano em que passei mais tempo na estrada, essencialmente na A3. Em todo o caso, assinalam-se também o fim-de-semana de Janeiro em que lhe fiz mil e poucos quilómetros na região centro, entre Óbidos, Serra da Estrela e Conímbriga, e um outro em Julho, em que o levei a passear até Sagres.
O balanço é positivo, o motor 2.0 TD chega para as encomendas e é muito divertido a partir da terceira. Ainda assim, reconheço que os senhores do stand lhe fizeram uma operação cosmética para a venda e que, como tal, há ruídos parasitas que estão agora a notar-se mais - e, digamos, mais reparações do que aquelas que eu gostaria. Ainda assim, nada que não fosse de esperar num usado.

No próximo ano, gostaria muito de vir aqui falar-vos do meu Honda Civic 1.8 de 140cv, vermelho metalizado, mas t€mo que isso não seja possível.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Férias - parte 5 (este ano)


Berlim, da manhã de sábado à manhã da próxima sexta.
Seis dias de frio e, esperemos, uma quanta neve.
Como sempre, eu voltarei - ou não.
Se não me virem por aqui nos próximos dez anos, já sabem: esperem mais dez.


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Siga a banda

Daqui a uma semana entro de férias.
Se fosse hoje, não era cedo. A minha cabeça tem andado um saco a abarrotar com marcação de viagens, procura de hotéis, envio de CVs, consultas médicas, mudança completa da medicação, horários constantemente trocados e incoerentes, clientes incessantemente irritantes, contas para os próximos dois meses, arranjos no carro... Tanto que até me esqueço do que é realmente importante e, esta semana, falhei um compromisso daqueles porque fiz confusão com os dias. A juntar à radiografia que já tinha falhado na semana passada (porque, no dia para que a marquei, simplesmente não soou nenhuma campainha na minha cabeça), facilmente concluo que preciso de férias.
Ou de um telemóvel com écran bem grande e alarmes estridentes, para isto não voltar a acontecer.
De qualquer das formas, o que quero mesmo, agora, é tentar encarar isto tudo de uma forma diferente. Acomodar-me cada vez menos e continuar a perseguir o objectivo a que me propus há algum tempo, com determinação e sem lamentações. Os últimos dias correram bem - apesar do tal percalço com as trocas de datas - mas acho que pode ser ainda melhor.
Mas, por agora, o que realmente interessa é que é sexta-feira.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Três pontos... só isso

O Benfica perdeu, ontem, por muitos. Um resultado que não é tanto um pesado castigo, mas sim um justo castigo pelos tantos erros cometidos, dentro e fora de campo, por jogadores, equipa técnica e direcção do clube. Erros esses que vêm do final da época anterior.
Conjugou-se tudo, a noite correu mal e perdemos. Mas, tal como acontece a todos, perdemos apenas três pontos. E, assim sendo, se a diferença para o líder se cifra agora em dez - que podem ser decisivos, sim, mas que só mesmo o tempo o dirá -, é fácil compreender que não é a noite de ontem que leva a decisões sobre o desfecho do campeonato. Mais importantes do que esta derrota foram, sem qualquer dúvida, os desaires frente ao Vitória de Guimarães, Nacional e Académica - jogos dos quais a APAF não saiu com imagem imaculada, tendo até o seu presidente, Vítor Pereira, admitido erros crassos em nosso prejuízo.
Desta forma, ainda que a questão do título não esteja, de todo, resolvida (estamos na jornada 9...), a verdade é que começa a ser difícil adivinhar um desfecho que conduza ao bicampeonato. Cabe-nos agora, de forma natural, dar a volta a esta situação. Olhando para dentro, vendo o que está mal e o que pode - e deve! - ser corrigido e, em seguida, levantar a cabeça. Porque 1, 2 ou 5, a verdade é que são sempre três pontos, que fazem a mesma comichão de quaisquer outros.
Saibamos ser grandes nas vitórias e, em dias como o de hoje, saibamos perder. O jogo de ontem teve o desfecho que teve porque o entregámos de mão beijada. Estou convencido de que, com outra organização (Coentrão na ala esquerda da defesa, Saviola na frente, etcetera e tal), a história seria outra. Como não foi, resta a resignação e seguir em frente. Sem alaridos e sempre, mas sempre, civilizados.
Não é isso, afinal, que nos distingue dos demais?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Eu mereço (?)

E, de castigo pelo post anterior, eis que me toca o prémio de melhor agente da linha espanhola no mês de Outubro. Joder...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Algo de novo

No espaço de uma hora, tive dois clientes a dizer que é bom que me mantenha neste cargo, que não há muitos como eu e que sou um exemplo para o serviço da Apple. Admito que nunca tinha ouvido isto desta forma, mas deixa-me a pensar...

Primeiro, como podem eles estar tão iludidos sobre a minha simpatia?! Devo ser um actor e pêras, ao telefone... < irony mode /off>
Segundo, que isto de ser bom no que se faz é muito subjectivo, principalmente quando se reduz uma avaliação do desempenho a números debitados numa tabela de Excel.
Terceiro, que não faz sentido que eu esteja farto do emprego e que continue a receber este tipo de comentários. Não quero os incentivos, não aqui, não agora. Não é bem disto que preciso, embora saiba muito bem no momento em que chega.
Enfim... é pena que estas coisas sejam inconsequentes e nunca cheguem aos ouvidos certos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

HGSA e a incompetência

A minha primeira experiência numa consulta externa do Hospital de Santo António foi surreal. Não fui a uma consulta pela porta do cavalo, estava tudo marcado e oficializado e, ainda assim, acabou por ser um problema. Senão, vejamos:

- atravessar o hospital de uma ponta a outra para sair outra vez e ir para uma unidade que fica a 100 metros do mesmo
- avisar uma das administrativas de que a médica que estava no gabinete que me foi indicado não era a que me ia atender
- ter recebido duas respostas (de duas pessoas diferentes) de que não havia nenhuma irregularidade e que tinha de aguardar
- hora e meia depois, ver sair a médica que estava no tal gabinete, apagando e luz e fechando a porta
- constatar que os serviços administrativos já estavam desertos
- descobrir, por portas travessas, que a médica que me ia ver tinha ido embora antes da minha consulta... para dar uma aula
- ficar impedido de reclamar ou remarcar a consulta, dado que não havia ninguém naquele serviço

Cereja no topo do bolo: ter pago € 4.50.

Muito naturalmente, segue a necessária reclamação.


Ainda que o pior de tudo, para o qual não há reclamação possível, foi ter perdido um pouco mais de mim no processo.

sábado, 23 de outubro de 2010

Imutável

De que vale estarmos a iludir-nos? Somos o que somos. No final, a verdade revela-se sempre.
Eu não mudei.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Traffic signs

Há uma velha fábula paquistanesa que diz que um boi que andava a pastar viu um pássaro a morrer de frio e, pegando nele cuidadosamente com os dentes, o foi largar sobre um monte de estrume quentinho. Já recuperado, o pássaro começou a cantar, atraindo a atenção de um gato que passava por perto. O gato apertou-o entre as garras, retirou-o do estrume, passou-o por água e engoliu-o inteiro.
A moral da história, dizem, é que quem te põe na merda nem sempre te quer mal e quem te tira da merda nem sempre é teu amigo.
Sobre esta fábula, confesso, não sei duas coisas: primeira, não sei se é mesmo uma fábula. Segundo, não sei se é paquistanesa. Há relatos de que pode ter tido origem nas ilhas Fiji.

De qualquer das formas, toda esta conversa está aqui em jeito de introdução, demonstrando que nem tudo tem de ser necessariamente mau numa pilha de estrume.
Acabo de chegar a casa, depois de ver o "Comer, Orar, Amar", e confesso que não fugiu um milímetro às minhas expectativas: é mesmo mau. Em tantos sentidos: falhas básicas de realização (planos de 0,5 segundos? a sério...?), personagens previsíveis, chavões, a distorcidíssima imagem que fazem passar de Itália - o que é estranho, dado que esta é, diz-se, o relato de uma experiência vivida pela própria autora -, a má pronúncia do português-brasileiro do Javier Bardem, o facto de o dito Bardem fazer de brasileiro (não havia um único actor brasileiro disponível?)... enfim, pode-se atacar por tanto lado que este blog não chegava para tudo.
Mas a ideia não é bater no ceguinho. A escolha foi minha (para fazer a vontade a um sorriso do tamanho do Mundo) e, como tal, a única coisa que tenho a dizer é um sincero "não gostei".

Ainda assim, e porque mesmo no meio do que é mau se pode encontrar algo certo (cá está a introdução a fazer sentido), há uma passagem que guardei e que já tinha para mim como verdadeira muito tempo antes de o livro sequer existir. Diz mais ou menos isto: "deixa que qualquer situação, qualquer pessoa, qualquer momento, por despropositado que pareça, te sirva de mestre".
É uma base que tenho adoptado desde há muito e a verdade é que, a ano e meio dos 30, já não custa entender que tudo tem um propósito e que, ainda que pareça baralhar as contas em determinado momento, acaba sempre por revelar os seus propósitos. Mesmo que esses se resumam a mostrar que estamos enganados e que o caminho que escolhemos não é mais do que um épico erro.
De certa forma, não há como escapar: tudo aquilo de que me queixo na minha vida está a ajudar-me, dia após dia, a definir claramente o que quero para mim.

E eu permaneço firme no objectivo de mudar. Por dinheiro, por gosto, por vocação, por ela.
Por mim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Lucidez

O Record publicou, há uns dias, umas interessantíssimas declarações de Carlos Móia a respeito do espírito de guerra instalado no futebol.
Começou por explicar o porquê de ser natural de Ovar e apoiar o Benfica:

“Ser do FC Porto era ser o que o FC Porto era: um clube a fechar-se dentro de uma região, a olhar todo o resto de Portugal como um espaço de inimigos em delírio, de mouros a abater. O Benfica dava-me a imagem oposta: a ilusão de um universo sem limites. (...) Se o FC Porto ganhou mais do que nós, não soube aprender a ganhar o que ganhou.”

Não virando a cara a quem acusa o Benfica de ser o clube do regime, Móia foi peremptório:

“Naquele tempo, ser Benfica era escolher simbolicamente a liberdade. Enquanto os nossos adversários tinham a dirigi-los homens da Legião, deputados da União Nacional, magnatas e burocratas enfeudados no salazarismo, nós, no Benfica, tínhamos presidentes que tinham sido operários e sindicalistas, que tinham sido deportados e perseguidos pela PIDE, que não se resignavam à ditadura, antes pelo contrário. (...) Não, o Benfica nunca foi o clube do regime, foi sempre o clube que o regime teve de suportar a contragosto e de que, depois, se apoderou para, na sua propaganda, lhe parasitar a glória.”

A fechar, isto:

“Acusaram-nos de sermos ridículos por ameaçarmos não jogar no Dragão se não nos derem condições de segurança. Ridículos? Só assim, levando essa nossa luta para além dos 3 pontos que estão em jogo, poderemos ganhar o que é preciso ganhar: a batalha por um futebol mais respirável, menos subterrâneo. Onde a viagem a um estádio não se transforme na vertigem de uma intifada com meia dúzia de aprendizes de talibãs escondidos a rirem-se dos vidros partidos, dos desaforos, dos insultos, do sangue talvez”

E desculpem-me os que já estão irritados com as citações anteriores, mas discordar desta é virar costas ao futebol.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

E hoje...

é dia de repetir concerto:


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Desanimado

Não há muito mais para dizer.
Desanimado e sem soluções à vista, ainda a fazer algo que tinha jurado que não.
Admito que estes não têm sido os melhores dos meus dias.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sick

Não aceito que seja assim. Tem de haver mais e não me interessa que digam que podia até haver menos. Estou aqui pelo que quero, a olhar para cima, e não pela condescendência da migalha que cai da mesa. Quero ser quem posso ser. Quero ser. Fazer não chega, não me enche as medidas, não me leva a lado nenhum, não me compra uma vida.
E, falando em vida, a minha já começava.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O esclarecimento que faltava

Portuguesas; portugueses:

Fora das localidades, em nacionais e auto-estradas e, de um modo geral, em contextos de várias vias de tráfego no mesmo sentido - excluindo, naturalmente, situações de impossibilidade absoluta, mudança de direcção ou qualquer imprevisto - deve-se circular SEMPRE na via mais à DIREITA (repito, DI-REI-TA) possível.

Dessa forma, nós já não teremos de passar por trogloditas violentos quando vos mandarmos repetidamente os máximos ao olhos.

Muit'agradecido!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ora...

... parece que voltei.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Departure

São Pedro do Sul.
Milão.
Génova.
Riomaggiore.
Manarola.
Vernazza.
Florença.
Voltarei.

Talvez não.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

'Telelinha' do tempo

Estava, há pouco, a começar a ler um artigo sobre a evolução de um site que costumo consultar, o GSM Arena. Eles fazem hoje uma resenha dos 10 últimos anos em matéria de telemóveis, correspondentes ao mesmo período de actividade do site.
Isto fez-me também embarcar na mesma viagem pelo tempo e constatar que o telemóvel é algo que me acompanha há já 12 anos. De facto, foi em finais de Julho de 1998 que recebi o meu primeiro, um Mobicom RC730.
Era um pedaço de plástico um pouco inútil, à data. Pouca gente tinha telemóvel e o número de chamadas era realmente reduzido. Ainda assim, era o meu primeiro telemóvel e, claro, um brinquedo inestimável.

Não durou muito tempo, contudo. Um ano depois, chegou-me às mãos o que eu pensava que seria um modelito melhor, mas que se revelou uma desilusão: o Sagem MC820. Apesar de mais básico, foi o telemóvel que acompanhou os primeiros tempos de vida académica e conheceu, portantos, tempos agitados.
Ainda assim, ao fim de ano e meio, conheceu o sucessor. Escolhi um modelo contra a corrente do momento, em que toda a gente queria deitar a unha ao 3310. Para ser diferente, mandei vir o todo-o-terreno Siemens M35, com uma espectacular antena integrada e protecção contra poeira, salpicos e choque. Aliás, foi precisamente a tampa traseira, revestida a borracha, que fez com que o telemóvel fosse para reparar por um bom tempo, levando-me a comprar dois outros - e, dessa forma, passei a ser eu a financiar os meus próprios vícios.
O primeiro, um Alcatel OT512, não foi muito feliz. Nunca me adaptei muito bem aos menus, apesar de reconhecer que foi dos telemóveis mais leves e pequenos que já tive.
O segundo, esse, foi um caso de longevidade. Deixei-me convencer pelo teclado completo e pelo leitor de MP3 (com uns 'fabulosos' 256MB...). Este telemóvel era praticamente impossível de meter num bolso, mas tinha o Space Impact, joguinho que estava na moda naquela altura. Ainda funciona perfeitamente e, há coisa de um mês, este telemóvel andava comigo todos os dias, enquanto esperava que um dos actuais voltasse de reparação. Mas já lá vamos...

Os tempos estavam a mudar e os écrans a cores e o formato de concha estavam a conquistar o mundo. Dessa forma, juntei pontos do Clube Viva e encomendei o Motorola V525, em Outubro de 2003. Este foi o meu primeiro relacionamento sério com um telemóvel. Não havia nada que ele não fizesse. Vinha artilhado com câmara, dois visores - um deles com 65 mil cores -, ligação à internet. Na altura, era um brutal "you name it!". Esteve comigo 3 anos, período no qual ainda coleccionei um Samsung X480.
Admito que este não foi uma necessidade, mas apenas uma forma de arranjar um segundo número para estar mais contactável pelos 96 (cartão Uzo). Ainda resiste, funciona perfeitamente.
O senhor que se seguiu marcou a minha estreia com problemas nos telemóveis. Tendo começado a trabalhar poucos meses antes, troquei o V525 por este Sony Ericsson W550, um telefone de que ainda hoje gosto por ser tão fora do normal. Infelizmente, fez com que duas baterias inchassem em pouco menos de seis meses e acabei por devolvê-lo.
Veio então o Samsung E880, pequeno, de bom aspecto, com uma câmara rotativa que ficava protegida do pó e coisas que tal. Infelizmente, a qualidade de som não estava à altura e também este voltou para trás ao fim de pouco tempo.
Por coincidência, foi nessa altura que a Vodafone baixou drasticamente o preço ao Nokia N80, um verdadeiro canivete suíço da era pré-GPS. Video-chamada, WiFi, Symbian S60, câmara de 3.2MP... enfim, não tive dúvidas no momento de comprar. É um dos telefones com que ando ainda hoje (leva já 3 anos de serviço) e sempre se aguentou muito bem.
Entretanto, com o passar do tempo, abandonei a Uzo e converti-me ao TAG. A princípio usei o X480 como o telemóvel para este número, mas tive necessidade de algo mais completo - principalmente para usufruir dos serviços de internet e das MMS. Arranjei, então, um Sony Ericsson K800i usado. Ficou na minha mão pouco tempo, dado que o Bluetooth não ligava.
Por acordo com o vendedor, acabei por trocá-lo por um K850i, que era algo digno de se ver. A câmara de 5MP com flash de duplo LED não ficava a dever muito a uma câmara compacta tradicional. Já os botões tácteis eram um pouco mais fracos e, ao fim de poucos meses, a coisa descompôs-se de vez, o que me levou a comprar aquele que tenho hoje.
O Nokia 5220, apesar de mais modesto do que muitos dos seus antecessores, cumpre perfeitamente com aquilo que dele podia esperar - tendo até melhor comportamento com os Nokia Maps do que o N80.
E assim acaba a saga. 12 anos e 13 telemóveis depois (média interessante...), a verdade é que este é um capítulo que nunca está fechado. De olhos postos num futuro próximo, há candidatos que já se vão perfilando. Mas isso vai ficar para outras núpcias...


terça-feira, 27 de julho de 2010

Do inesperado

Os melhores momentos não nos deixam escolher dia ou hora para virem ao nosso encontro.
Eles aparecem, por exemplo, numa conversa que se espreguiça noite dentro, com o Tejo aos pés, lua pendente sobre o horizonte, num espelho de prata, e temperatura a roçar a perfeição.
E querer ficar nos teus braços é tudo o que posso desejar.

domingo, 18 de julho de 2010

Agora é que vai ser giro



Estão a começar as quatro semanas mais empolgantes, fantásticas e esperadas do ano. Já me sinto vivo outra vez...

domingo, 4 de julho de 2010

Apetece-me...

Partir tudo.

No bom sentido. Honest.

domingo, 20 de junho de 2010

Ainda sobre o último post

- Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos. Agora me entende?
- Não estou claro, Dona Gata.
- Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com nossos medos.

Mia Couto


Descarada - mas educadamente! - plagiado daqui.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

...

Há ser estúpido.
Há ser muito estúpido.
E depois há ser como eu.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Outra vez?!

Duas amigdalites em seis meses não é nada normal. Eu raramente fico doente...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Crise

De posts. De inspiração. De gastos.

De humor.

T menos 4 e ainda a contar.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Contagem decrescente

Férias: T menos 6 (dias). E a contar...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

On the verge of some sort of breakdown.
I just don't know exactly which one it's gonna be.

domingo, 2 de maio de 2010

A festa maior do campeonato fica adiada por mais uma semana. Culpa própria do Benfica, que hoje não foi capaz de pôr em prática aquilo que já mostrou saber fazer em tantas outras ocasiões. Ainda assim, estou absolutamente convencido de que, daqui a uma semana, a festa vermelha sairá à rua para celebrar o 32º título.
Derrotados, mas com dignidade. E, desta forma, vão ter de aturar-nos mais uma semana. =)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Preparar as coisas com antecedência - parte 2


Rotunda da Boavista, Porto


terça-feira, 20 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Do que preciso

Tenho tudo.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Está quase...

Vão ser os 7 pontos mais suados da temporada. Mas vão ser.

terça-feira, 13 de abril de 2010

24 horas...

... e chego ao fim com a sensação de não se ter passado nada.
Detesto quando isto acontece.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Orgulho



Nicho de mercado

Fazem-se figas.

Bom preço, disponibilidade imediata.
Informe-se.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

"Trans-regionalização"

A propósito do post do Dias Úteis, apetece-me dizer que aquela situação e outras que tal são provavelmente o início de uma nova forma de integração comunitária, que será a da cooperação transfronteiriça. Não tardará a que apareçam os primeiros grupos com interesse em criar serviços para toda uma região (Alto Minho e 'baixa' Galiza), ignorando aquela linha mais ou menos imaginária que ali separa os países - não o rio, a fronteira. Devidamente financiados pela UE, pois claro, que gosta bastante deste novo conceito e incentiva estas iniciativas.
Naturalmente, é uma acção que não colhe grande simpatia nos governos centrais (e não se pense que Lisboa é mais centralista do que Madrid). Até que ponto contribuirá para um pseudo-Estado Minhoto-Galaico, essa já é uma questão a que só o tempo pode responder.

PS - Concordo com a população, no essencial. Ter um médico, um enfermeiro e um funcionário administrativo é melhor do que não ter nenhum. Portas fechadas não ajudam ninguém e olhar esta questão apenas pelos números é um princípio perigoso.

PS 2 - Ainda me lembro de qualquer coisa do mestrado. Olha que bem...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

De mim

Eu sou um Priviegiado. Assim mesmo, com maiúscula.
Em (quase, quase...) tudo.
Não entendo porque me cai tanto no prato, ainda que me esforce por merecê-lo. Sei que, muitas vezes, falho. Porque continua a cair?
Espero que nunca me falte discernimento para usar tudo da forma certa.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Next!

Uma vitória justíssima e tranquila. Ainda por cima, calmamente festejada ao lado de uma portista. =)
A primeira parte dos objectivos está cumprida; no sábado, lá estarei na Luz a ajudar a cumprir a segunda.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Prémio de desempenho

Nice! =)


Vox Populi



terça-feira, 9 de março de 2010

Ontem


Feliz dia =)


segunda-feira, 8 de março de 2010

Dos Óscares

Nunca fui um cinéfilo exemplar nem daquelas pessoas que ficam acordadas para ver os Óscares até ao fim. Só queria, por isso, dizer que, apesar de uma certa pena por Inglorious Basterds não ter ganho o melhor filme, fiquei com aquele sentimento de reconforto por Avatar ter levado uma esfrega épica. Pareceu-me bem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Matemática pura

237 = 23.7
Simples. =)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Analepse

Enquadrando: toda esta história dos ginásios não começou propriamente com a descida da Rua das Carmelitas. Isso foi uma espécie de gota. O que me fez realmente pensar que tinha de me mexer mais foi aquela coisa das danças tradicionais, ao ver que me cansava mais depressa do que a maioria e que o meu tempo de recuperação parecia mais prolongado. Tiveram, pois, o dom de me pôr a mexer um bocadinho mais e de me fazer assumir que havia algo a ser mudado no meu estilo de vida - algo que, sabia eu já há muito tempo, haveria de acontecer mais cedo ou mais tarde.
Ontem, depois de voltar de mais uma aula (sempre às quartas à noite), percebi que este já se tornou num vício que me ajuda a ganhar lanço para o que resta da semana. É uma forma de libertar energia e um contexto em que posso ser extrovertido quase livremente. E dei por mim a pensar que tudo isto surgiu de um mero acaso. Descobri este tipo de danças no Andanças do ano passado, onde fui apenas para poder estar com um sorriso do tamanho do Mundo e, no dia, nem fiquei assim tão impressionado. Por coincidência, algum tempo depois falaram-me destas aulas e eu aceitei experimentar. Por lá ando até hoje. Mais curioso é que, até Agosto passado, nem sequer gostava de dançar, o que significa que anda por aí alguém (que até lê este blog, sem deixar comentários) que é responsável por ter mudado uma parte de mim para melhor. E, por mim, tudo bem.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Mais gin-aaaahhhh-sios

Para concluir a novela, digo apenas que ontem fui agradavelmente surpreendido pelas condições oferecidas pelo S. [NDR: de Solinca, óbvio... =P]. Ainda para mais, fui atendido por uma antiga colega de curso, que me fez uma visita personalizada ao ginásio e sempre deu um ar menos 'fato e gravata' ao momento. Volte-face e vencedor anunciado.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Esclarecimento

Não gosto do Futebol Clube do Porto. Nunca na vida gostei nem me parece provável algum dia vir a gostar. Não torço pelo referido clube em qualquer circunstância ou modalidade e penso que esta é uma liberdade que me assiste.
Amigos e familiares sabem que sou assim, do mesmo modo que eu sei que vários deles sentem o mesmo pelo Benfica, com mais ou menos variações de pormenor. Juntos sempre encontramos formas de contornar estes potenciais atritos e, de uma forma geral, tirando a ocasional excepção, estou satisfeito com os resultados. Mexer na ferida nunca foi boa ideia. E continuo a acreditar que não brincar com o fogo é a melhor forma de uma pessoa não se queimar.
E, por favor, não entendam isto mal; não estou chateado com ninguém nem quero visar alguém em particular com estas palavras. É apenas um mero esclarecimento sobre mim.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Gin-aaahhhh-sios

Depois do triste episódio aqui relatado no último post - e de ter deixado a meio uma divertida dança israelo-arménia porque as pernas "ah, isto é giro, mas vamos ali descansar e já voltamos" -, achei por bem investigar as condições oferecidas pelos ginásios.
Vai daí, abri o Chrome, procurei no Google, reuni os contactos e mandei três mails. O S. (nome fictício) não respondeu; o HP e o FC disseram "sabe, nós só temos esta direcção de e-mail porque é giro ter uma direcção de e-mail no nosso site e, convenhamos, hoje em dia toda a gente tem um site com uma direcção de e-mail; sobre a informação que solicitou, vai ter mesmo que passar por cá porque, apesar de termos perdido tempo a escrever este e-mail, não podemos pôr uns números com uns símbolos que parecem vagamente um E".
E então, não me restou opção. O S. ficou para último (sempre ouvi dizer que amor com amor se paga) e comecei pelo FC. Não houve visita guiada, simplesmente me escreveram os preços numa folha de papel. Nada que se pudesse fazer por e-mail, como é óbvio, isto está num nível completamente diferente.
Já no HP insistiram em mostrar o ginásio, fui dar uma vista de olhos e explicaram as condições, propondo que me inscrevesse sem compromisso.
- Mas olhe que eu ainda não vi as hipóteses todas! - disse eu, muito honestamente.
Ainda assim, lá fiz a vontade à senhora de terras de Vera Cruz e deixei uma pré-inscrição, mas tenho para mim que aquela mensalidade é exagerada para aquilo que penso usufruir e, portanto, lá irei dizer que mudei de ideias.
Falta-me o S.. Mas acho que opção está tomada, fico pelo FC.
No fim de contas, até estou contente por isto tudo ter acontecido. Era bem possível que não tivesse a mesma opinião se tivesse olhado com estes mesmos olhos para aqueles mesmíssimos preços num reles e-mail. Sinto-me iluminado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Barbatanas

Ontem desci a rua das Carmelitas a correr. É uma rua que, no processo de descer, digamos que desce consideravelmente bem. Ainda tentei arranjar uma foto, mas não vi nada que lhe faça justiça - ou, sendo completamente honesto, não encontrei nenhuma.
E o que têm vocês a ver com isso? Pois... nada. Só queria partilhar que me sinto um privilegiado por poder estar em contacto tão directo com músculos que tantas vezes são injustamente ignorados. Falo daqueles que nos permitem fazer o movimento de levantar as pontas dos pés e que impedem que os mesmos batam no chão como tábuas enquanto tentamos caminhar. Neste caso, os meus estão um pouco disfuncionais, pelo que, ontem, só me faltava grasnar.
Quá?
Um qualquer!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Confissão

Hoje é, seguramente, um dos dias mais calmos da história do trabalho. Sim, de toda a história, desde que alguém se lembrou que "ah, e tal, temos de trabalhar para sermos alguém".
E pronto, era isto.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

17.10.1913 - 19.01.2010

96 respeitáveis anos para nunca esquecer.
Até sempre.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Coisas. Diversas.

Já levo uns dias sem escrever, o que significa que há matéria acumulada que ainda não viu a luz do dia. Decidi, pois, em vez de criar uma série de posts pequenos, juntar tudo num único que, ainda que desprovido de lógica, facilita a vida a muito boa gente (onde eu próprio estaria incluído, no caso de ser "boa gente").
Posto isto, e sem mais demoras, passemos ao primeiro post de 2010.

No último dia de 2009, a caminho de Gouvães do Douro, onde passei a meia-noite, fui apanhado de surpresa por este cenário:

Foi na A7, pouco antes de chegar à A24, e fez com que a viagem tivesse uma hora a mais do que o esperado.

Já em Gouvães, e já este ano, tempo para umas ideias de domínio


e para apreciar a paisagem em redor.


Já por terras mais próximas, um passeio pelos Clérigos


e dar conta de ter rodado quase 4 mil quilómetros em mês e meio (nada mau, para quem tinha uma média de 5 mil ao ano).


E acabo esta manta de retalhos dando conta de que sábado fui ver o Avatar e, confesso, vão ser os €6,70 que mais vou chorar em toda a minha vida. Do meu ponto de vista, o filme é incrivelmente mau e não foi capaz, por um segundo, de reverter a impressão negativa que dele levava quando entrei na sala de cinema - ao contrário, por exemplo, do Coco Avant Channel, que se libertou facilmente do preconceito de aborrecido filme francês com que o encarei.
Avatar tem uma aura de mediocridade, principalmente ao nível do argumento, que me mexeu com uma série de nervos. Vários deles, seguramente, indutores de sono. Não dormi, apenas e só, porque não encontrei posição para tal. Por favor... Pandora? Unobtainium? Banshee? A cada nome, cada reviradela de olhos.
Um filme não pode viver exclusivamente dos efeitos visuais e Avatar prova isso mesmo. Até porque há o risco de os efeitos visuais estarem pobres. Não digo "serem" porque reconheço que a fluidez da imagem, sendo uma animação que aspira ao realismo, é muito boa. Mas o 3D era horrível, demasiado escuro e com pouca nitidez. Tanto que tirei os óculos levava o filme 20 minutos e não voltei a pô-los. Preferi ver algumas imagens desfocadas (facto que, surpreendentemente, só incomoda nos primeiros 5 minutos) do que vê-las à luz da vela. Não que isso fizesse grande diferença, em todo o caso. Avatar é apenas uma máquina de marketing bem-oleada e, no final, fiquei furioso comigo próprio por não ter seguido o instinto que me dizia para não o ver.