quinta-feira, 22 de março de 2007

O Desemprego - parte 2 ou "Já tou a ver a vida a andar para trás, pá!"

Ora então, olá a todos. Cá estou eu, de volta de uma aventura de oito meses de camisola vermelha e nome ao peito, de muitos "posso ajudar", "sim senhor" e "obrigado, até à próxima". Vou ser sincero: não gostei. Não gostei de muita coisa, de algumas pessoas - azar dos azares o gerente estar entre essas! -, não gostei da sobrecarga de tarefas quando, em cada tarefa, já havia sobrecarga de trabalho. Acima de tudo, não gostei mesmo nada da consideração que a empresa demonstrou por mim enquanto empregado, a começar nas infindáveis trocas de horário e a acabar na miséria a que chamavam ordenado. Principalmente quando, ouvindo à volta - na concorrência que ficava a dois passos da porta -, chegavam ecos de salários bem superiores e regalias incomparáveis. Nem tudo seriam rosas, claro, mas acredito que, feitas as contas, acabei por ir cair à pior das hipóteses. E, com toda a certeza digo que, sabendo o que sei hoje, só voltaria para lá se todas as outras portas se fechassem.
Claro que houve coisas boas. Muita gente divertida, empenhada em fazer o melhor no trabalho e sempre disposta a mostrar o valor que dá aos colegas. Felizmente eram uma maioria. Do meu ponto de vista, só foi pena que essas pessoas não estivessem em posições de maior relevo na empresa. Talvez o ambiente fosse melhor, talvez o barco navegasse com menos ondas e talvez hoje eu ainda lá estivesse.
Enfim...

O que passou está passado. Agora é altura de voltar a procurar. Emprego, sim, claro, mas não só. Acima de tudo, procurar um rumo. Como já tive oportunidade de dizer, no ano passado, voltar a estudar é uma hipótese que não está nada fora dos planos. Preciso de me informar quanto a exames de acesso, concursos especiais e, em particular, ponderar muito bem o essencial: valerá a pena?
Parece-me que, bem escolhido o curso (de entre aqueles que coloco como possibilidades), será sempre uma resposta eficaz ao problema do emprego (e da independência), já que me parece que esta área que é, por estes dias, a minha, está demasiado saturada e viciada para permitir uma carreira decente e vertical (leia-se, honrada). Poderá ser defeito de quem vê, depois de duas más experiências nos meandros, mas ao fim de ano e quase-meio sem uma real possibilidade de fazer aquilo que quero com o meu curso, a opinião não pode ser muito diferente.

Haja, agora, paciência para lidar com tudo isto, mais com os filhos da puta da Allianz, que admitem a culpa do segurado deles num acidente que tive há coisa de um mês, mas que insistem em não pagar a reparação do carro sem mais tretas. Paciência também para lidar com a fila que me espera no centro de (des)emprego e para - claro está! - não receber puto no fim do mês. Paciência para esperar por fumo branco de Bruxelas, em relação aos estágios, e paciência para continuar a mandar currículos e assinar cartas de apresentação.
Assim vai a vida... mais episódios nos próximos dias.

Gostaram da música, já agora?

segunda-feira, 5 de março de 2007

Summer Wine

Tropecei, há uns dias, neste remake de uma música de Nancy Sinatra, gravada em 1966 em dueto com Lee Hazlewood.



Desta vez, as vozes ficaram a cargo de Natalia Avelon, cantora e actriz polaca que protagoniza o drama musical alemão "Das Wilden Leben", e Ville Valo, vocalista dos finlandeses HIM e que, nos intervalos da sua banda principal, já nos vem habituando a alguns registos menos previsíveis. Aí está a versão mais recente de Summer Wine... a coisa fica no ouvido (e na retina, diga-se, que a menina Natalia tem o seu quê de não-sei-quê).