sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O meu banco

Quando for grande, quero ser como o meu banco.

Isto é, ter os cofres cheios, ser bruto como as casas e ter pessoas a fazer fila para me entregarem ainda mais dinheiro.

O cartão multibanco da única conta que utilizo actualmente expira no fim deste mês. Esperei sossegadinho que chegasse o novo. Como não chegou, fui saber porquê. Lá fez a distinta e altiva funcionária o favor de explicar a este campónio ignorante que, por o cartão actual ser o de estudante, não mo iriam substituir por nenhum outro e que, se eu quisesse ter um novo, deveria preencher o formulário 457-B mais o 1230, reconhecer as assinaturas no notário, acrescentar cópia do cartão de contribuinte, do B.I., do passaporte e do cartão de sócio do Benfica, duas fotografias tipo passe e 10 em calção de banho e/ou poses comprometedoras, levar a refogar durante 10 minutos e entregar autografado pelo Cristiano Ronaldo em qualquer balcão. Mesmo que o menino faça publicidade à concorrência.

E já que o meu estimado banco - que começa em C e acaba em S e cujo presidente se pôs na alheta esta semana para se afiambrar à liderança do BCP - não teve sequer tempo para me mandar uma cartinha a informar destas pequenas minudências com antecedência - e da outra ainda menor que é a de um cartão nunca demorar menos de 10 dias a ficar pronto -, quer-me parecer que o meu dinheiro é gajo para aproveitar o mercado de transferências de Janeiro e assinar por outro clube. O do menino da publicidade, por coincidência.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Reminder

Sair daqui. ASAP.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

They stole it from us... we wants it!

 17122007190

Deliciosamente subversivo.

Quando a irmandade se encontrava já a escalar Mount Doom, pronta a deitar o anel no fogo que o haveria de destruir, eis que um exército de humanos, hierofantes e dois Nazgûl, num raide desesperado - mas tacticamente perfeito - pelo nordeste da Terra Média, varre do mapa três companhias militares dos Povos Livres e conquista uma brutal vitória pela força.

Um épico... *snif*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

do que não há

Não há dias. Há tempo que escorre para trás, em fuga desenfreada para a frente, buscando o que não está nunca lá.
Contei datas duas a duas, três a três, uma a seguir à outra, para entender quando podia estar perto. Rompi limites do racional e fui recompensado como quis, mas continuo agarrado a coisa nenhuma. Agora que procuro onde me apoiar, está a matar-me não saber se vou encontrá-lo.
Sem rumo. Quero entrar noutra divisão, de novidade, e sentar-me no chão a ouvir as histórias de quando eu não existia. E quando chegar a meio
do caminho onde as vidas se fundem,
contar as outras, aquelas de quando eu estava cá e que ninguém sabe
porque ninguém estava comigo.
Ver ninguém nunca mais e viver em paz com isso.
Absolutamente sem rumo.

Uns Senhores

DT

Havendo por aí vivalma que vá seguindo este blog, poderá ter-se apercebido de que estes nova-iorquinos me estão a cair no goto muito rapidamente. Esta era uma banda praticamente desconhecida para mim até Julho, altura em que, numa conversa de café (de bar, para ser rigoroso), acabei por ficar interessado em conhecer melhor o trabalho dos Dream Theater. Cinco meses, três álbuns comprados e mais dois debaixo de olho depois - um dos quais triplo e ao vivo -, sou mais um que se junta à enorme legião de fãs daqueles que são por muitos considerados os melhores executantes da actualidade na área do rock/metal progressivo.

No "iPod" aqui ao lado ficam dois trabalhos da banda. Um deles é a faixa que encerra o primeiro disco de Score, gravado no concerto de celebração dos 20 anos de carreira da banda, em Nova Iorque. "The Spirit Carries On" poderá ser estranha, lamechas, excessivamente dramática ou o que mais lhe queiram chamar, mas vale bem a pena ser ouvida pela atmosfera envolvente que nos faz chegar, directamente do Radio City Music Hall.

A segunda faixa que aqui deixo é, digamos assim, extensa. Os seus 24 minutos impõem algum respeito - ainda que fiquem bem longe do recorde de 42 minutos que a banda alcançou no álbum Six Degrees of Inner Turbulence, em 2002. Claro que, depois de toda a música ter carregado, podem simplesmente clicar na barra de progresso para trás e para a frente e ouvir apenas alguns bocados, caso não tenham tanto tempo livre entre mãos. Mas não há nada como ouvir tudo do início ao fim.

Divirtam-se!

sábado, 1 de dezembro de 2007

O erro clássico

Estou a escrever este post enquanto vejo o jogo do Benfica.
Admito que as expectativas para esta partida ficaram mais altas depois do jogo com o Milan, na última quarta, em que fizemos uma exibição de grande nível. E os primeiros minutos de hoje pareciam fundamentar a ideia de que a equipa tinha encontrado o caminho para um sistema funcional e complicado de suster, como o Milan já tinha comprovado in loco.
O lance em que Nuno Gomes se isola, aos 53 segundos (e consegue incrivelmente fazer com que a bola nem a direcção da baliza leve) parecia, por um lado, indicar que o Benfica poderia chegar à baliza contrária com relativa facilidade se fosse capaz de manter a toada da segunda parte do jogo de quarta-feira. Só que, por outro lado, foi também o exemplo perfeito do maior problema com que a equipa lida actualmente: ineficácia. Na noite europeia, o Milan fez três remates à baliza do Benfica e marcou um golo. Para o mesmo efeito, o Benfica precisou quase do triplo: oito.
Apesar deste primeiro desperdício (que viria a ter sequela no minuto 2 da segunda parte), o jogo do Benfica estava a mostrar fluidez e velocidade, o que lhe garantia alguma dominância nos minutos iniciais.

Só que algo começou a correr mal. Primeiro nas alas, onde o Benfica teimava em afunilar jogo e não se mostrava capaz de jogar simples, para quem estava em condições de receber uma bola sem sobressaltos. O problema alastrou, depois, à recepção de bola. A equipa estava quase exemplar nas recuperações mas, com a mesma facilidade com que desarmava, também se encarregava de cometer algum erro que entregava o jogo ao adversário. E é a partir daí que o Benfica perde o controlo das operações e abre cada vez mais espaços na defesa, aproveitados sempre em velocidade ora por Sektioui, ora por Quaresma, que numa das ocasiões em que aparece pela direita acaba mesmo por marcar, algo que se adivinhava desde que o primeiro, o marroquino, do mesmo lado, rematou muito perto do poste.
Rui Costa teimava em não aparecer no jogo, muito por força da insistência colectiva em atacar pelas alas, tendência que afastou a bola dos terrenos mais centrais que o 10 pisa com maior frequência. A organização ofensiva ressentiu-se dessa "ausência" e, na prática, o que se viu foi que o Benfica não conseguia incomodar Helton, muito menos pensar em marcar.

A segunda parte abriu como a primeira: Nuno Gomes aproveita uma falha da defesa para aparecer pela segunda vez na cara de Helton. Sem instinto matador, o 21 rematou forte mas ao alcance do guarda-redes. Reforçava-se a ideia - que não precisava de reforço... - de que não existe, na Luz, um jogador capaz de "resolver" (como dizem alguns vizinhos) em momentos cruciais. Os níveis de concretização do Benfica são simplesmente miseráveis e nem a relativamente recente goleada de 6-1 ao Boavista (que vai valendo ao Benfica o título de melhor ataque da Liga) disfarça o problema. Nuno Gomes é uma pobre desculpa de avançado; Cardozo não justifica um valor de 4.5 milhões de Euros, muito menos o de 9 que por ele pagámos; Bergessio também não parece ter as características necessárias para desempenhar o papel. E depois há atitudes difíceis de compreender por parte de Camacho, que não dá qualquer hipótese a Dabao, que mostrou serviço nos juniores na última época, e insiste em não dar a Adu mais de 10 minutos para salvar a honra do convento. Curiosamente, na primeira vez em que tocou na bola, o norte-americano obrigou Helton a aplicar-se a fundo para evitar o empate. Falta aqui Mantorras, mas esse parece cada vez mais longe de ser uma opção válida. E a equipa continua, assim, a conviver com um problema que se arrasta - no mínimo - desde 2003, ano em que Nuno Gomes, Sokota, Mantorras e Fehér já eram poucos para tanto problema no ataque. Mas o problema maior, como agora se vê, não estava apenas na quntidade.

Mas, voltando ao jogo, a atitude do Benfica na segunda parte foi a que se esperava. Assumir as despesas do jogo - o que não equivale ao domínio, já que nunca foi capaz de se impor claramente - e tentar fazer o golo da igualdade. Antes de Adu rematar forte à entrada da área, já Nuno Gomes tinha desperdiçado uma terceira oportunidade na cara de Helton, cabeceando por cima da trave. A bola que lhe chega não é perfeita, é certo, mas a sensação que fica é a de que, quaisquer que sejam as condições do lance, Nuno Gomes tem um rendimento baixíssimo.
Até ao final, as investidas do Benfica não foram mais do que um ténue esforço para tentar evitar a primeira derrota em mais de um ano, o que acabou por não suceder.

Resta agora encontrar explicações para um desempenho tão mau da linha ofensiva e para a insistência de Camacho em colocar Di Maria e Cardozo, quando já se tinha visto, há três dias, que esses tinham sido - a par com Nuno Gomes - os elementos mais fracos numa equipa que parece querer acordar para uma nova dinâmica. O argentino, aliás, ainda não mostrou ser capaz de se integrar na equipa, abusando dos lances individuais, de algumas simulações - se bem que hoje ficou com o pé preso debaixo de Fucile, dentro da área, não se justificando o cartão amarelo que acabou por ver - e de erros desnecessários que comprometem o ataque benfiquista.
Estou convencido de que este onze inicial é o melhor caminho para o sucesso da equipa, desde que se encontre o tal finalizador para jogar na posição do Nuno Gomes e alternativas mais fortes para o banco, de forma a que, quando as substituições acontecerem, não se note uma quebra de rendimento tão acentuada como se viu hoje e na quarta-feira.
Na terça há mais. No frio da Ucrânia, o Benfica joga a passagem à taça UEFA ou o adeus à Europa. Esperemos que, à terceira, a sorte esteja do nosso lado.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Ora digam lá

Quantos de vocês já festejaram 11 golos na mesma tarde/noite de futebol?

sábado, 10 de novembro de 2007

O chamado «agenda-setting» (ou não...)


Inédito, em termos absolutos, não será. Mas se olhar só aos últimos anos, é bem capaz de ser. Agenda cheiinha desde hoje até ao próximo sábado. Festas, consultas, viagens, aulas de alemão e - imagine-se! - até um teste de japonês. Tudo perfeitamente distribuído pelos próximos oito dias. E eu feliz com isso. :)

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

For a while I thought I fell asleep, lying motionless inside a dream.
Then, rising suddenly, I felt a chilling breath upon me - she softly whispered in my ear...

Forsaken
I have come for you tonight
Awaken
Look in my eyes and take my hand
Give yourself up to me

I waited painfully for night to fall again, trying to silence the fear within me.
Out of an ivory mist, I felt a stinging kiss and saw a crimson stain on her lips.
I have to know your name... Where have I seen your face before?
Take me far away - close your eyes and hold your breath - to the ends of the Earth.

John Petrucci

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O saber não ocupa lugar? Ah pois não!

Que o digam as prateleiras das minhas estantes, que começam a não ter lugar para tanto livro. Já cheguei ao deprimente extremo de começar a tirar alguns canhenhos para ter espaço para novos e deixar os anteriores empilhados por cima dos que estão devidamente arrumados. E como não posso simplesmente desfazer-me dos jogos de tabuleiro e outras tralhas que pelas estantes habitam, a conclusão é simples: preciso de uma terceira estante!
Isto tudo porque ontem (anteontem já, raios, que a data do blogger não me deixa mentir) passei pela Bertrand e trouxe comigo dois - só dois! - livrinhos novos. O primeiro é um que já andava a 'namorar' há algum tempo e que pode vir a ser útil para tirar ideias para trabalhos futuros:


São mais de 1000 sites reunidos num só volume, para recolher alguma inspiração quando ela fizer falta. Acontece que, no expositor ao lado, estava um outro de que tenho ouvido falar várias vezes nos últimos tempos e que estou muito curioso para ver o que vale.


Escrito - isso mesmo - pelo agora mundialmente conhecido Hugh Laurie (aka Gregory House), fica em lista de espera, aguardando que eu acabe de ler O Hobbit e que trate da saúde à Fortaleza Digital.

Abro aqui um parêntesis nesta questão da leitura, aproveitando que o nome de Laurie veio à baila, para partilhar um pouco mais de um minuto em que o senhor, nos tempos de A Bit of Fry & Laurie, demonstra o muito que se pode fazer com apenas duas palavras (lá está, duas, tantas quantos os livros que vieram semear o caos nas minhas estantes). Vejam aqui.

E voltando ao assunto anterior... como tudo isto ainda era pouco, hoje trouxe para casa um volume razoável de fotocópias do curso livre de Japonês. São três livros essencialmente dedicados aos alfabetos Hiragana e Katakana - falta o Kanji (meu Deus, o Kanji!!). A ideia é apenas uma e extremamente simples: chegar a Maio e saber fazer uns desenhos catitas para impressionar as miúdas. :)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Cá está

sábado, 29 de setembro de 2007

Serviços de qualidade

Não se pode dizer que tenha sido um dia mau. Se descontarmos os 90 euros que larguei pelos calços dos travões da frente, foles e um par de afinações no carro, o dia foi interessante.

Deviam ser aí umas três da manhã quando o milagre começou a materializar-se. Devagarinho, o supostamente falecido disco do meu portátil - e numa altura em que eu já estava resignado a fazer-lhe o funeral - começou a dar mostras de querer agarrar-se ao fiozinho de vida que lhe restava. Ao fim de umas insistências, qual aparição sobre uma azinheira, o Windows iniciou e manteve-se estável até eu próprio desligar o computador.



Custava acreditar, mas era mesmo verdade: tinha o meu computador de volta. Há, no entanto, sequelas menores que impedem o sistema de ter um desempenho 100% fiável, mas diria que a coisa anda pela casa dos 99%. E isso vai servir perfeitamente para dar andamento ao trabalho que ficou pendente há uma semana.

Esta manhã, nova surpresa: que Dark Passion Play, o novo álbum dos Nightwish, saía hoje, já aqui tinha dito. O que não esperava era acordar e encontrá-lo em cima da minha secretária (que não é aquela toda bagunçada da foto de cima, já agora... :) ), acabadinho de chegar da Finlândia. É nestas alturas que um tipo pensa que o dinheiro que deu pela edição especial do álbum, acompanhada de t-shirt, foi bem empregue até ao último cêntimo.



Tenho aqui música com que me entreter nos próximos dias, enquanto espero pela edição limitada do novo dos HIM, Venus Doom, que vai ser expedido de Inglaterra na segunda-feira. Quanto à t-shirt, essa servirá certamente - assim a agenda o permita - para usar no concerto que os senhores vão dar a 18 de Abril no Coliseu do Porto. ;)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

A palavra do fim de semana é... - UPDATE II

Parece mais ou menos consensual... o disco está morto. Posso começar a procurar um novo, que a recuperação do sistema não resolveu o problema. O DVD que vinha com o computador fez o seu serviço, limpou a partição C: e reinstalou o Vista. Só que quando parecia que tudo estava encaminhadinho, o bicho voltou a bloquear e pronto... lá percebi que só me resta desligar a máquina e anotar o T.O.D..

Agora as boas notícias: RECUPEREI OS MEUS FICHEIROS TODOS!!! :D
O meu pai arranjou uma caixa SATA, fez-se a ligação ao portátil dele, correu-se um programa de recuperação de dados em cima do meu disco e, ao fim de cinco horas, lá estava tudo! Tudo à excepção dos contactos do Outlook, o que significa que a petição não foi despropositada.
Já tenho tudo religiosamente guardado no disco de 500GB, agora é arranjar uma "alma" nova para o portátil e copiar tudo para lá. Ou seja, ainda há saga para mais alguns dias. A saga dos posts, essa, fica por aqui. :)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A palavra do fim-de-semana é... - UPDATE

A coisa está difícil. Estou à espera de uma caixa externa para discos SATA que me deixe ligar o disco como unidade externa a um outro computador e desse modo tentar aceder aos ficheiros. Talvez resulte, se o problema físico estiver numa secção que contenha só ficheiros do Windows. É aquilo a que os americanos chamariam um long shot, mas a quantidade de informação que está ali armazenada justifica todos os meios possíveis e imaginários.
A boa notícia é que nem tudo TUDO se perdeu... encontrei, no meio do monte de CDs, uns DVD-RW que estavam apenas marcados com os números "1" e "2" e que, para meu espanto, não tinham pornografia mas sim 8,58GB de música! Oh felicidade, já não vou ter de passar todos os CDs para dentro do computador à mão! Afinal sempre havia cópias de alguma coisinha... :p
No que toca a contactos, também não estou mal: 48 horas depois de lançar um apelo ao Tiago (o qual o caro leitor poderá - ou não - ter recebido... :) ), já consegui reaver cerca de 120 dos mails que tinha no outro disco. Agora era bonito lançar um apelo do tipo "Não deixem morrer esta corrente de solidariedade! Todos juntos vamos chegar aos 200!", mas isso seria estúpido. :/
A ver vamos como correm os próximos dias. Pode ser que haja mais algum DVD milagroso perdido ali na montanha.

Entretanto, e como a casa já está arrombada, lá fui eu hoje com o rabinho entre as pernas ao Carrefour comprar um disco de 500GB para começar a fazer cópias do pouco que tenho disponível e daquilo que virá para a frente.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A palavra do fim-de-semana é...

Foda-se!
Exactamente essa!
Portanto... estava eu de bracinho esticado para cima, a tirar os auscultadores da segunda prateleira, quando sinto os mesmos a tocar em qualquer coisa que, uns milésimos depois, batia contra o tampo da secretária com um estrondo considerável, tampo esse que fica sensivelmente um metro mais abaixo.
Ainda a dar graças por não ter levado com o objecto na cabeça, apercebi-me de que se tratava de uma moldura em acrílico, a qual tratei de insultar convenientemente antes que fosse tarde. Acabei de fechar a gaveta do DVD do portátil e eis que o Vista me informa que já eram horas e que, naquela noite, não queria fazer mais nada. "Mau", penso eu, "tu queres lá ver...". Acto contínuo, acendo o candeeiro da secretária e verifico que sim senhor, a moldura tinha mesmo batido na mesa, estando lá a marca para comprovar. Mas vejo também que um dos autocolantes do portátil tem uma pequena marca, quase imperceptível, que não estava ali cinco minutos antes. Olho outra vez para o écran, carrego no botão iniciar, peço para fechar uma janela e o gajo devolve-me o olhar com um manguito brutal. E é mais ou menos neste ponto que os meus neurónios começam a cooperar entre si e a possibilidade de a moldura ter alguma coisa a ver com a repentina greve passa a ser uma hipótese algo plausível.
Sem pânicos, desligo o computador, volto a ligá-lo, introduzo os 79 dígitos da minha password e... e... e... e esperei um bom bocado até me decidir que alguma coisa estava, de facto mal. Desligo o computador, viro o bicho de patedo para o ar e constato que a baía do disco fica precisamente por baixo do sítio da pancada - neste preciso momento, profiro entao a palavra do fim-de-semana: "Foda-se!".
Abre baía, verifica disco, mete disco, reinicia computador e o resultado sempre o mesmo. Aliás, acho que alguns píxels até ficaram um bocado queimados de tantas vezes ter sido exibido aquele manguito gigantesco.
Ponto da situação, às 3:39h de segunda, 24 de Setembro: perdi TUDO! Fotografias desde 2002, e-mails, contactos, trabalhos para-lá-de-importantes-como-o-caralho dos sites que estou a fazer para a FC&F e dos quais, por serem recentes, não tenho cópias, os meus currículos, os 10GB de música e todas as merdas que por lá andavam. Brilhante! Ainda não perdi a esperança de recuperar qualquer coisinha e conto ter vários técnicos a trabalhar nisto nos próximos dias, antes de entregar o bicho nas mãos da FNAC para ver se há salvação possível. Mas duvido muito...
Alguém me quer oferecer um destes?

PS - espero que as pessoas que me desejaram um feliz 2007 se esforcem um bocadinho mais com os votos para 2008...

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Ora bem!

Chegaram.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Nada

Ontem passei pela estaca zero. Olhei em volta e tudo o que vi foram pedaços de algo que já não existe, por este ou aquele motivo. Senti-me perdido, pela primeira vez, sem saber dizer que rumo vai levar a minha vida nos tempos mais próximos. A sensação foi estranha, admito, e pouco mais pude fazer para além de encontrar soluções de recurso, meios para me manter activo, de alguma forma.
Hoje vou tratar de concretizá-los, fazer os possíveis para assegurar que os próximos tempos não se resumem a uma cada vez mais estúpida e descabida procura de emprego, o qual, dentro dos moldes em que me formei e atendendo às minhas expectativas de vida, é praticamente certo que nunca vai chegar.
Vou andando em frente, com pena de que cada vez exista menos do "eu" a que me habituei no passado, afogado em soluções de recurso e alternativas inseguras. Já esperei mais do futuro, para ser sincero.

Watch me
Fading
I'm losing
All my instincts
Falling into darkness

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Setembro é mês que promete. HIM e Nightwish lançam álbuns novos a 18 e 28, respectivamente, e a curiosidade aguça-se.

Venus Doom Dark Passion Play

Os HIM prometem um trabalho mais sombrio e já anunciaram que nenhuma das faixas de Venus Doom vai ficar abaixo da casa dos cinco minutos. Por sua vez, os Nightwish de Tuomas Holopainen fazem a apresentação oficial de Anette Olzon como nova vocalista e a expectativa é grande para saber se Anette vai ser susbstituta à altura para Tarja Turunen.

Enquanto isso, para abrir o apetite, vai rodando pelo iTunes o segundo volume de Uneasy Listening, remisturas de músicas de HIM com a assinatura de... HIM. Conceito deprimente? Talvez, para alguns, mas não deixa de ser interessante descobrir formas que a banda encontra para reinventar alguns dos seus próprios temas.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Saudações calorosas

E ventosas! Está uma nortada que não se aguenta, mas nada qua não seja já habitual na Póvoa. Vou andar por aqui durante os próximos dias e queria só deixar um "OLÁ POVO!!" para o pessoal que aparecer aqui pelo estaminé (e agora já é algum, que os comentários ressuscitaram).
Para os que trabalham - ROAM-SE! MUAHAHAHAHAHAHA!!!!
Para os que, como eu, não fazem puto da vida - não querem marcar um cafezinho?
E finalmente, para todos, um sentido "fiquem bem"! :)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Ultimamente sinto que a "minha" música anda a ser invadida e usurpada... que coisa estranha! :p

Num assunto totalmente não-relacionado, há rumores de negociações para novidades no SW. Mais novidades em breve... se houver, claro!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

As palavras valem o que valem. Mas eu não queria que tivesse sido assim. Não peço compreensão, também não peço desculpa. Assumo que fiz tudo consciente de que este seria o resultado que eu desejava. Não lamento o fim, mas lamento os meios. Espero que o tempo dê sentido aos actos e, à distância, eles tenham valido a pena e não sejam mais do que um pequeno acidente de percurso.
Se algum dia perceberes, fala-me.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

De uma vez por todas

Sometimes I need to remember just to breathe
Sometimes I need you to stay away from me
Sometimes I’m in disbelief I didn’t know
Somehow I need you to go

Don’t stay
Forget our memories
Forget our possibilities
What you were changing me into
Just give me myself back and
Don’t stay
Forget our memories
Forget our possibilities
Take all your faithlessness with you
Just give me myself back and
Don’t stay

Sometimes I feel like I trusted you too well
Sometimes I just feel like screaming at myself
Sometimes I’m in disbelief I didn’t know
Somehow I need to be alone

Don’t stay
Forget our memories
Forget our possibilities
What you were changing me into
Just give me myself back and
Don’t stay
Forget our memories
Forget our possibilities
Take all your faithlessness with you
Just give me myself back and
Don’t stay 

I don’t need you anymore, I don’t want to be ignored
I don’t need one more day of you wasting me away
I don’t need you anymore, I don’t want to be ignored
I don’t need one more day of you wasting me away

With no apologies

Don’t stay
Forget our memories
Forget our possibilities
What you were changing me into
Just give me myself back and
Don’t stay
Forget our memories
Forget our possibilities
Take all your faithlessness with you
Just give me myself back and
Don’t stay 

Don't stay

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Hoje é mais um dia daqueles... :(

domingo, 24 de junho de 2007

Foi a primeira vez em muitos anos (sete...?) que a noite de São João acabou comigo a andar a pé, sozinho, em direcção a casa, e com a luz do dia bem presente no céu de Verão. Foi como ter virado uma longa página e, do outro lado, reencontrar algo familiar. A sensação de andar numa cidade fantasma, em que só se ouve barulho ao longe e se cruza ruas, becos e largos sem encontrar vivalma é ainda mais mística e fascinante quando os próprios candeeiros se apagam à nossa passagem, deixando-nos a sós com a suavidade do amanhecer, das casas quietas e dos carros silenciosos. Ouve-se a própria respiração, os próprios passos.
Que noite!


Come break me down
Bury me, bury me
I am finished with you, you, you.
Look in my eyes
You're killing me, killing me
All I wanted was you
(30 Seconds to Mars)

sábado, 23 de junho de 2007

Unwell

Nos dias que correm, não há como negar que isto podia ser o meu retrato-robot.
Está ali do lado direito.

All day
Staring at the ceiling
Making friends with shadows on my wall
All night
Hearing voices telling me
That I should get some sleep
Because tomorrow might be good for something
Hold on
I'm feeling like I'm headed for a
Breakdown
And I don't know why


But I'm not crazy, I'm just a little unwell
I know, right now you can't tell
But stay awhile and maybe then you'll see
A different side of me
I'm not crazy, I'm just a little impaired
I know, right now you don't care
But soon enough you're gonna think of me
And how I used to be…

Me
Talking to myself in public
Dodging glances on the train
And I know
I know they've all been talking 'bout me
I can hear them whisper
And it makes me think there must be something wrong
With me
Out of all the hours thinking
Somehow
I've lost my mind


But I'm not crazy, I'm just a little unwell
I know, right now you can't tell
But stay awhile and maybe then you'll see
A different side of me
I'm not crazy, I'm just a little impaired
I know right now you don't care
But soon enough you're gonna think of me
And how I used to be

I been talking in my sleep
Pretty soon they'll come to get me
Yeah, they're taking me away

I'm not crazy, I'm just a little unwell
I know, right now you can't tell
But stay awhile and maybe then you'll see
A different side of me
I'm not crazy I'm just a little impaired
I know, right now you don't care
But soon enough you're gonna think of me
And how I used to be

Hey, how I used to be
How I used to be, yeah
Well I'm just a little unwell
How I used to be
How I used to be

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Uma conversa... um sorriso... mudam um dia.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

«But I cannot escape the present feeling of being eaten up from the inside; the immediate loss of appetite; the huge lump in my throat. Death is always the same, isn’t it? The loss of someone creates a pain-sized gap, and if it was sudden, it makes the grief all the more hard to swallow.»

(onde "death" pode não ser literal)
.
.

I'm so tired of being here,
Suppressed by all my childish fears.
I would give the very breath from my chest
To give you all the things that my mind couldn't bare,
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
and it won't leave me alone.

These wounds won't seem to heal.
This pain is just too real.
There's just too much that time cannot erase.

When you cried I'd wipe away all of your tears,
When you'd scream I'd fight away all of your fears,
And I've held your hand through all of these years,
But you still have all of me.

You used to captivate me
By your resonating light.
Now I'm bound by the life you left behind.
Your face it haunts my once pleasant dreams.
Your voice, it chased away all the sanity in me.

These wounds won't seem to heal.
This pain is just too real.
There's just too much that time cannot erase.

When you cried, I'd wipe away all of your tears,
When you'd scream, i'd fight away all of your fears,
And i've held your hand through all of these years,
But you still have all of me.

I love to walk away
And pull myself out of the rain,
But I can't leave without you.
I love to live without the constant fear and endless doubt,
But I can't live without you.

When you cried, I'd wipe away all of your tears,
When you'd scream, i'd fight away all of your fears,
And i've held your hand through all of these years,
But you still have all of me.

domingo, 17 de junho de 2007

Oito dias depois

A vida segue o seu rumo. Mas a memória não se apaga, principalmente a mais recente... as contas não estão saldadas.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Vida menos um quarto

Ich werde in die Tannen gehen,
Dahin, wo ich sie zuletzt gesehen

Doch der Abend wirft ein Tuch aufs Land,
Und auf die Wege hinterm Waldesrand

Und der Wald er steht so schwarz und leer,
Weh mir oh weh, und die Vögel singen nicht mehr...

Ohne dich kann ich nicht sein – Ohne dich,
Mit dir bin ich auch allein - Ohne dich.
Ohne dich zähl ich die Stunden – Ohne dich,
Mit dir stehen die Sekunden – Lohnen nicht.

Auf den Ästen in den Gräben,
Ist es nun still und ohne Leben

Und das Atmen fällt mir ach, so schwer,
Weh mir oh weh, und die Vögel singen nicht mehr...

Ohne dich kann ich nicht sein – Ohne dich,
Mit dir bin ich auch allein - Ohne dich. (Ohne dich)
Ohne dich zähl ich die Stunden – Ohne dich,
Mit dir stehen die Sekunden – Lohnen nicht, ohne dich.

Ohne dich

Und das Atmen fällt mir ach, so schwer,
Weh mir oh weh, und die Vögel singen nicht mehr...

Ohne dich kann ich nicht sein – Ohne dich,
Mit dir bin ich auch allein - Ohne dich (Ohne dich)
Ohne dich zähl ich die Stunden – Ohne dich,
Mit dir stehen die Sekunden – Lohnen nicht, ohne dich

Ohne dich

domingo, 10 de junho de 2007

Not just sometimes

Sinto que não ando cá a fazer nada.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Habemus Compradorum


Não se acotovelem mais!:P
O Asus já encontrou uma nova dona.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Suposições negociais


Suponhamos que um de vocês tem uma necessidade. Suponhamos que essa necessidade passa por um bom processador. Um Intel Core Duo T2300, a 1.66GHz, suponhamos. Suponhamos, ainda, que, a acompanhar esse processador, é preciso 1GB de memória, um disco de 80GB e um gravador de DVD de dupla camada. Supõe-se, como é natural, que todo este aparato será inútil sem uma boa bateria que o sustente - três horas e meia serão suficientes? Mas agora, suponho eu, umas quatro portas USB 2.0 fariam algum jeito, para ligar pens, impressoras, ratos, joysticks, máquinas fotográficas, iPods e tudo mais que possa ser útil. Suponho que ouvir música através de uns bons auscultadores pode ser frequente, pelo que há também uma saída audio analógica/digital e uma entrada de microfone para devaneios momentâneos que possam inspirar um karaoke caseiro. Rede sem fios - e com fios -, modem, porta de infra-vermelhos e leitor de cartões SD, MMC e MemoryStick estão presentes, como seria de supor. A coroar tudo isto, um belo monitor de 15 polegadas com câmara de 1.3 Megapixels embutida logo acima; e se, por mera suposição ou miopia, este não for suficiente, existe uma porta para ligação de um monitor adicional e uma outra para ligação a TV. Supõe-se ainda, pois claro, que este potente ASUS A3FC de 2006 (bem tratado e muito estimado) precisará de um meio de transporte - uma bela mochila Delsey, de desenho clássico, cor preta, providenciará a protecção ideal para as viagens desta requintada peça de engenharia electrónica. Não seria de supor que uma placa PCMCIA de sintonização de TV estivesse incluída, mas a verdade é que está, tal como um rato óptico ASUS, na cor do computador.
Para verdadeiros amantes de tecnologia que necessitem de uma excelente máquina de trabalho, supõe-se que o preço de 700 euros não será exagerado, dadas as caracteríticas e qualidade do produto em causa. Suponho, também, que os interessados gostarão de saber que podem enviar cartas de amor ou simples manifestações de interesse para nrows1@gmail.com.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Mapa #2



Analisando as visitas mais recentes aqui à barraca - apesar de practicamente um mês de jejum de posts -, gostava de dizer o seguinte:

- Muito e muito obrigado ao senhor (ou senhora) do Kuwait que fez o favor de vir de tão longe para passar por cá. O meu humilde blog está à sua disposição. Como sinal da minha gratidão, ofereço-me para limpar o seu quintal de toda essa coisa preta e pegajosa que o (a) vem incomodando. Ligue-me para marcarmos dia e hora.

- Obrigado também ao visitante do México. Não sei quem é nem que mal fez a Deus para aqui vir parar. Mas, olha!, já que veio: entonces, coño, que tal está Kikin?

- Ao ilustre finlandês: volta sempre, pá! Traz umas bandas, da próxima vez, que eu gosto da vossa música. E diz ao Pai Natal que eu me porto sempre bem, essas merdas que ele ouve dizer são só vozes na cabeça dele. Se não se embebedar tantas vezes, elas desaparecem.

- À menina da germânia: möchtest du lahmacun und radler? Ja? Wenn? ;) Porte-se bem!

- Aos portugueses todos: e o nosso Benfica?

P.S.: Leiam também o post de baixo, que deu trabalho a escrever, sim?

Andanças

25 anos depois, o resultado é este:



create your own visited countries map

segunda-feira, 30 de abril de 2007

LUZ

A mística do Benfica está quase toda aqui.
Os quatro anéis da nossa alma.

(Não resisti a roubar descaradamente a ideia daqui)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Yey!


Tenho um menino destes para brincar até sexta-feira.
TDI.

sábado, 14 de abril de 2007

Constatação (assustadora!)

Lembrei-me há coisa de uma hora que, no final de Março, passaram dez (10!!) anos sobre a minha ida a Londres. Muito tempo. Tempo a mais, que passou a correr. Ainda não cumpri a promessa de lá voltar, mas irei fazê-lo, mais dia, menos dia. Está no topo da lista de prioridades (a menos, claro, que uma certa tia muito simpática me arranje o tal vôozito de borla para N.Y. naquela companhia aérea onde ela trabalha, que começa em T, acaba em P e tem A no meio).
Ao fundo do baú fui buscar estas duas - e decidi que tenho de passar todas elas para o computador. Aqui está Londres, 1997.




(Um rebuçado a quem me reconhecer. Vá, dois, que eu não sou forreta)
(Hmmm, sim, parece-me que é um facto; esta deve ser mesmo a primeira foto minha no meu blog)

terça-feira, 10 de abril de 2007

Poder paternal

Nas condições de aluguer de automóveis da Avis pode ler-se o seguinte:
"Como alternativa ao PAI, o cliente pode subscrever o SUPER PAI e obter níveis superiores de cobertura...".
Maravilha. Vou andar sempre com o meu ao lado.

domingo, 8 de abril de 2007

Páscoa, post 200 e outas coisas que tal...


A Páscoa só pode fazer parte de um plano para arrasar com a saúde de um gajo.
Um tipo chega a Dezembro e entra-lhe pela porta dentro todo o tipo de doçaria que só não faz mal ao longe e fechada num cofre. Quando um tipo se está a refazer, ali para finais de Março, o que é que lhe cai no colo? O aniversário, claro. Parilhado com alguém da família, para piorar a coisa, já que a festa é a dobrar e a desgraça cresce exponencialmente. E depois vem a Páscoa. A Páscoa das amêndoas, do pão-de-ló e do pudim... A Páscoa, por Deus, devia calhar quando cada um entendesse. Estava um tipo sentado em casa, descansado, a ler o jornal de sábado, e podia dar-se a situação de pensar "Hmmm, já não há uma festa há alguns meses. Se calhar é uma boa altura para a Páscoa". Posto isto, telefonava à família, convidava-os para o almoço de cabrito no dia seguinte e, no caso de haver a tradição na sua terra, informava o pároco da freguesia de que ia precisar de uma cruz ao domicílio no dia seguinte. De tarde, de preferência, que acordar num domingo ao som de uma campaínha transportada por um indivíduo que sofre de Parkinson não é dos cenários mais interessantes na vida de uma pessoa.
E pronto, tínhamos a Páscoa.

Noutro capítulo, mais concretamente naquele que aborda eventos-que-não-se-podem-evitar-porque-isto-da-matemática-é-coisinha-que-não-brinca-em-serviço,-ah-pois-não!, o post anterior foi, nem mais, nem menos, do que o número 200 do :SW?:.
Este é, portanto, o 201º.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Vergonha

Acaba de passar, na EuroNews, um pequeno trabalho sobre violência nos estádios europeus. A peça focou Lyon, Paris e Catania, mas podia ter incluído imagens do jogo desta noite na Luz.
Sete petardos e duas cadeiras lançados pelos atrasados mentais dos adeptos de um clube nojento causaram três feridos entre os espectadores que tiveram a infelicidade de se sentar directamente por baixo da gente mais reles que o nosso país conhece. Houve necessidade de tirar pessoas da bancada em maca. Havia crianças naquele sector, muitas crianças.
As perguntas, neste momento, são várias: quem os pôs no piso 3, sabendo do que são capazes? Porque é que a polícia, num jogo classificado como de alto risco, deixa que sejam levados petardos para dentro do estádio? Porque é que a polícia de intervenção, vendo o que se passava no piso 3, ficou junto ao relvado, passiva, a olhar? Porque é que não há memória de qualquer acção judicial contra aquela claque, useira e vezeira neste tipo de situações?
Talvez a resposta seja a mesma do caso Mateus: a acção dos tribunais civis fica à porta do estádio. É lamentável, revoltante e inaceitável que assim seja. Em primeiro lugar, porque ninguém está acima da lei, ainda que o dirigente máximo do tal clube queira levar a crer no contrário, arrastando consigo nesse ideal autocrático indivíduos como os que hoje estiveram em Lisboa. E depois, porque não há ninguém disposto a fazer a dita "justiça desportiva", algo de que tanto se falou quando o assunto foi relegar o Gil Vicente à Liga de Honra, mas que se esconde em vielas escuras quando o visado é um dos "grandes".
O que se passou na Luz foi uma das mais baixas demonstrações de violência gratuita e falta de civismo. Qualquer pessoa com um mínimo de bom-senso não espera outra coisa que não seja um castigo pesado sobre o clube que tão mal se auto-proclama representante do Norte; qualquer pessoa que esteja minimamente a par do que se passa no nosso futebol sabe que nada vai acontecer e tudo vai ficar igual.
A respeito deste assunto, deixo uma última opinião, que encontrei algures num fórum:
"Que se fodam as claques, que se fodam os cânticos. Prefiro mil vezes estar em segurança num estádio em silêncio do que ouvir uma cadeira a bater na cabeça de uma criança."

quinta-feira, 22 de março de 2007

O Desemprego - parte 2 ou "Já tou a ver a vida a andar para trás, pá!"

Ora então, olá a todos. Cá estou eu, de volta de uma aventura de oito meses de camisola vermelha e nome ao peito, de muitos "posso ajudar", "sim senhor" e "obrigado, até à próxima". Vou ser sincero: não gostei. Não gostei de muita coisa, de algumas pessoas - azar dos azares o gerente estar entre essas! -, não gostei da sobrecarga de tarefas quando, em cada tarefa, já havia sobrecarga de trabalho. Acima de tudo, não gostei mesmo nada da consideração que a empresa demonstrou por mim enquanto empregado, a começar nas infindáveis trocas de horário e a acabar na miséria a que chamavam ordenado. Principalmente quando, ouvindo à volta - na concorrência que ficava a dois passos da porta -, chegavam ecos de salários bem superiores e regalias incomparáveis. Nem tudo seriam rosas, claro, mas acredito que, feitas as contas, acabei por ir cair à pior das hipóteses. E, com toda a certeza digo que, sabendo o que sei hoje, só voltaria para lá se todas as outras portas se fechassem.
Claro que houve coisas boas. Muita gente divertida, empenhada em fazer o melhor no trabalho e sempre disposta a mostrar o valor que dá aos colegas. Felizmente eram uma maioria. Do meu ponto de vista, só foi pena que essas pessoas não estivessem em posições de maior relevo na empresa. Talvez o ambiente fosse melhor, talvez o barco navegasse com menos ondas e talvez hoje eu ainda lá estivesse.
Enfim...

O que passou está passado. Agora é altura de voltar a procurar. Emprego, sim, claro, mas não só. Acima de tudo, procurar um rumo. Como já tive oportunidade de dizer, no ano passado, voltar a estudar é uma hipótese que não está nada fora dos planos. Preciso de me informar quanto a exames de acesso, concursos especiais e, em particular, ponderar muito bem o essencial: valerá a pena?
Parece-me que, bem escolhido o curso (de entre aqueles que coloco como possibilidades), será sempre uma resposta eficaz ao problema do emprego (e da independência), já que me parece que esta área que é, por estes dias, a minha, está demasiado saturada e viciada para permitir uma carreira decente e vertical (leia-se, honrada). Poderá ser defeito de quem vê, depois de duas más experiências nos meandros, mas ao fim de ano e quase-meio sem uma real possibilidade de fazer aquilo que quero com o meu curso, a opinião não pode ser muito diferente.

Haja, agora, paciência para lidar com tudo isto, mais com os filhos da puta da Allianz, que admitem a culpa do segurado deles num acidente que tive há coisa de um mês, mas que insistem em não pagar a reparação do carro sem mais tretas. Paciência também para lidar com a fila que me espera no centro de (des)emprego e para - claro está! - não receber puto no fim do mês. Paciência para esperar por fumo branco de Bruxelas, em relação aos estágios, e paciência para continuar a mandar currículos e assinar cartas de apresentação.
Assim vai a vida... mais episódios nos próximos dias.

Gostaram da música, já agora?

segunda-feira, 5 de março de 2007

Summer Wine

Tropecei, há uns dias, neste remake de uma música de Nancy Sinatra, gravada em 1966 em dueto com Lee Hazlewood.



Desta vez, as vozes ficaram a cargo de Natalia Avelon, cantora e actriz polaca que protagoniza o drama musical alemão "Das Wilden Leben", e Ville Valo, vocalista dos finlandeses HIM e que, nos intervalos da sua banda principal, já nos vem habituando a alguns registos menos previsíveis. Aí está a versão mais recente de Summer Wine... a coisa fica no ouvido (e na retina, diga-se, que a menina Natalia tem o seu quê de não-sei-quê).

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Back from the dead

Depois de várias peripécias para tentar ressuscitar o meu modem, convenci-me de que só um novo poderia salvar a minha ligação à internet. O pequeno problema foi que o substituto já vinha moribundo e morreu ao fim de dois dias. 779 voltas e um modem-router depois, a solução passou mesmo por comprar um pacote novo.



E eis-me de volta, para dar a conhecer o meu novo vício/companheiro:



Não se pode dizer que tenha comprado um, no sentido clássico da compra de vou-ali-à-loja-buscar-um-ipod-porque-quero-mesmo-um. Não... foi antes porque tinha troco a receber da troca do telemóvel.
Que, já agora, passou a ser este.



Feitas as apresentações, a vida do :SW?: continua dentro de momentos.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Pérola fresquinha de ano novo

- Eu tenho um portátil daqueles Siemens... um FUJICA!

É nestes momentos que não rir na cara do cliente se torna um desafio de proporções épicas.

Feliz Ano Novo a todos!