segunda-feira, 24 de julho de 2006

A (não) vida deste blog

O :SW?: anda meio abandonado... cheio de pó e teias de aranha, pelas ruas da amargura, vai atravessando uns becos escuros e mal-frequentados enquanto espera por melhores dias.
As explicações são simples e por esta ordem: férias e trabalho. Depois de ter estado desde Novembro à espera de um emprego sem fazer nenhum (descontando os 15 dias anormais que passei naquela espelunca a que chamam rádio), havia logo de ser recrutado em pleno mês de Julho, tempo de férias desde que tenho idade para me lembrar do que quer que seja. É preciso ter azar, caraças!
Ainda assim, do mal o menos: já não estou parado e, desta vez, é certinho que vou ganhar algum, ainda que o contrato fique aquém do meu salário ideal. A carreira também não é aquela que tinha sonhado (mas, verdade seja dita, não tinha sonhado com nenhuma), ainda que possa, em poucos anos, e pelo que vou descobrindo a cada dia que passo por lá, ser alvo de uma ascenção mais ou menos rápida e sólida.
O essencial resume-se, portanto, a que estou a trabalhar no Office Centre de Braga desde há uma semana como Operador de Informática. Como disse... não é nada por aí além, mas é melhor do que estar parado. Espero ver-vos por lá a comprar uns portáteis, hã?

sexta-feira, 7 de julho de 2006

Onze para hoje

Para que as minhas ideias não sejam entendidas como críticas fáceis, depois da coisa correr mal, digo já quem acho que devia alinhar de início amanhã.
Quim; Paulo Ferreira, Meira, Ricardo Costa, Nuno Valente; Petit, Maniche, Tiago, Simão, Ronaldo; Nuno Gomes.

Duas ressalvas: este onze assenta no esquema que costumamos usar, com um ponta-de-lança isolado. Não é o meu preferido. Idealmente jogaria com dois, mas acho que nem Pauleta nem Postiga merecem a titularidade.
Paulo Santos pode entrar ao intervalo, para também ele dizer que jogou.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Segunda parte do filme

Mais uma vez, como no final do Euro 2004, apetece-me apontar o que está mal na selecção. Porque isto é tudo muito bonito, os jornalistas em euforia, a publicidade que encaixa tantas vezes quanto possível as palavras "Portugal", "futebol" e "vitória" em filmes de 30 segundos, o povo que atira indiscriminadamente "até os comemos!!!" à mistura com "vamos ganhar!!!"... mas é indiscutível que há ali cus que não batem com calças, como este campeonato mais uma vez provou.
Aquilo que mais me incomoda é a total incapacidade para furar defesas. Vimos isso por duas vezes contra a Grécia, há dois anos, vimos isso no jogo com Inglaterra, há uns dias, e vimos isso hoje, com a França a jogar fechada na defesa e Portugal a fazer tudo bem até dois terços do caminho da baliza de Barthez e a perder completamente o Norte na altura de concretizar. É irritante ver uma equipa sem argumentos para fazer um golo, jogando com um Pauleta inconsequente e inexplicavelmente titular, depois de ter provado, por diversas vezes, que o rumor de que apenas faz golos contra formações fracas é bastante mais do que um exercício de má-língua.
Em segundo lugar, tive oportunidade de contar quantos cruzamentos chegaram à cabeça dos nosso avançados nesta meia-final. O resultado é zero. Como se faz isto? Como é possível que uma equipa consiga uma prestação tão pobre num capítulo de importância vital para a decisão de um jogo? E como pode um país, eufórico, acreditar que a selecção será campeã do Mundo quando esses pormenores que fazem toda a diferença não consegume ser contornados entre dois grandes torneios?
Não quero que isto seja lido como um ataque gratuito à selecção. Eu podia começar a discutir as opções de Scolari, a pôr em causa as qualidades do Miguel (que hoje esteve mal no momento de passar a bola) ou do Ronaldo, que procura sempre uma nova finta sobre o defesa. Não o faço. Falo apenas de casos gritantes que devem ser urgentemente corrigidos para que esta equipa possa ansiar vôos mais altos.
É certo que, por outro lado, se o lance do Henry foi penalty, também o do Ronaldo, minutos depois, o seria. É certo que o árbitro Larrionda foi perdulário com os amarelos, apitou quase sempre contra nós e, mais uma vez, mostrou que há interesses e poderes muito fortes nos bastidores do futebol mundial (como também demonstra a atitude incompreensível de Blatter, que veio agora emendar a mão e pedir desculpa a Ivanov, árbitro do Portugal-Holanda). Mas nada disso pode abafar ou minorizar a importância daquilo que há a corrigir dentro de portas. Para que, numa outra ocasião, a culpa de uma derrota possa ser exclusivamente alheia.

Desejos íntimos

Apetece-me tanto ver um Alemanha-França no sábado!

Desejos íntimos

Apetece-me tanto ver um Alemanha-França no sábado!