domingo, 20 de janeiro de 2008

Voltas e re-voltas

Da experiência sem aviso vem à tona o instinto. O que leva a não quebrar quando as condições não são as ideais, quando não há sequer um espaço a que possa chamar meu, quando o dia ganha traços de rotina e tudo se mecaniza em obediência aos ponteiros, quando "lá" se transforma cada vez mais em "cá" e "cá" se dilui até restar apenas uma realidade lembrada. Não sei se alguma vez chamarei definitivamente "cá" a "lá", mas é para aí que vou continuar a caminhar nos dias que vêm. Amanhã retomo o novo eu - aquele que ainda não sei de cor, versão melhorada e expandida, com uma capacidade nova sempre na ponta da língua. Gosto dele.

 

Em resposta à Guiga, ando por Lisboa, sim. Fui entrevistado e recrutado por mero acaso, numa tarde em que visitei uns tios na empresa em que trabalham (e que divide o espaço com aquela onde eu estou a trabalhar). E assim uma visita de 6 dias se transformou numa estadia de três semanas. Até agora... porque vai continuar.

Esclarecendo, estou numa agência de comunicação e marketing a fazer um estudo de mercado sobre um material usado em construção - um tipo de madeira, para ser mais preciso. É um trabalho temporário e que tem o seu quê de desagradável, já que é preciso fazer "pequenas" entrevistas telefónicas a arquitectos e engenheiros, que são sempre pessoas muito ocupadas e sem tempo para responder a coisas deste género. Mas isso é apenas o lado negativo. Pela positiva, há que dizer que tenho uma equipa de trabalho fabulosa, com duas colegas extremamente simpáticas e empenhadas e uma responsável pelo projecto que não olha a meios para nos pôr à disposição tudo o que vai sendo necessário. A nossa retribuição passa por darmos o melhor em todo o processo e não apenas nas entrevistas, que era o que inicialmente nos estava destinado. Sendo a equipa composta por uma pessoa de Comunicação e duas de Marketing, a coisa depressa encarrilou e não demorou muito até ganharmos a confiança da responsável, que nos deu carta branca para remodelarmos todos os guiões como quisessemos. Esta é, felizmente, a parte mais animadora do trabalho, já que coloca uma série de desafios em cada questão e exige um esforço extra para nunca perdermos de vista aquilo que o cliente (a empresa que encomendou o estudo) realmente quer.

Como aliciante extra, eu fiquei ainda encarregue de toda a comunicação por e-mail com os potenciais entrevistados - o que implica um interessante processo de gestão de mensagens e pastas, de modo a que todos saibamos a quantas anda o estudo - e também de elaborar o relatório diário da campanha, extraindo dados do Access e alimentando o formulário do Excel para que, no fim do dia, tudo esteja relatado com o maior detalhe possível.

E, em traços gerais, é isto. Este fim-de-semana vim finalmente a Braga, mas amanhã volto para baixo, para mais uma semana de trabalho. Gostaria muito de ficar por lá de forma permanente, mas não é fácil encontrar um emprego que me possa garantir, quase de imediato, a subsistência na capital. Os pais não me podem ajudar muito neste capítulo e, assim sendo, só fico se aparecer algo mesmo muito bom. Mas enquanto não estiver dentro do comboio que me traga definitivamente de regresso a casa, a esperança mantém-se.

E por aqui me fico... o post já vai longo e é certinho que ninguém vai ter paciência para ler até ao fim. =)

domingo, 13 de janeiro de 2008

Relatório intercalar

Trabalho redobrado, responsabilidades nos ombros, mal dormir oito horas por dia, rotina diária cumprida religiosamente, uma equipa excelente dentro e fora da empresa. Não podia pedir muito mais para este primeiro choque com Lisboa. Por mim, fico.

lxsr

domingo, 6 de janeiro de 2008

Reminder - UPDATE

Lisboa

Vai ser bom ensaio. Assim se espera.