sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O meu banco

Quando for grande, quero ser como o meu banco.

Isto é, ter os cofres cheios, ser bruto como as casas e ter pessoas a fazer fila para me entregarem ainda mais dinheiro.

O cartão multibanco da única conta que utilizo actualmente expira no fim deste mês. Esperei sossegadinho que chegasse o novo. Como não chegou, fui saber porquê. Lá fez a distinta e altiva funcionária o favor de explicar a este campónio ignorante que, por o cartão actual ser o de estudante, não mo iriam substituir por nenhum outro e que, se eu quisesse ter um novo, deveria preencher o formulário 457-B mais o 1230, reconhecer as assinaturas no notário, acrescentar cópia do cartão de contribuinte, do B.I., do passaporte e do cartão de sócio do Benfica, duas fotografias tipo passe e 10 em calção de banho e/ou poses comprometedoras, levar a refogar durante 10 minutos e entregar autografado pelo Cristiano Ronaldo em qualquer balcão. Mesmo que o menino faça publicidade à concorrência.

E já que o meu estimado banco - que começa em C e acaba em S e cujo presidente se pôs na alheta esta semana para se afiambrar à liderança do BCP - não teve sequer tempo para me mandar uma cartinha a informar destas pequenas minudências com antecedência - e da outra ainda menor que é a de um cartão nunca demorar menos de 10 dias a ficar pronto -, quer-me parecer que o meu dinheiro é gajo para aproveitar o mercado de transferências de Janeiro e assinar por outro clube. O do menino da publicidade, por coincidência.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Reminder

Sair daqui. ASAP.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

They stole it from us... we wants it!

 17122007190

Deliciosamente subversivo.

Quando a irmandade se encontrava já a escalar Mount Doom, pronta a deitar o anel no fogo que o haveria de destruir, eis que um exército de humanos, hierofantes e dois Nazgûl, num raide desesperado - mas tacticamente perfeito - pelo nordeste da Terra Média, varre do mapa três companhias militares dos Povos Livres e conquista uma brutal vitória pela força.

Um épico... *snif*

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

do que não há

Não há dias. Há tempo que escorre para trás, em fuga desenfreada para a frente, buscando o que não está nunca lá.
Contei datas duas a duas, três a três, uma a seguir à outra, para entender quando podia estar perto. Rompi limites do racional e fui recompensado como quis, mas continuo agarrado a coisa nenhuma. Agora que procuro onde me apoiar, está a matar-me não saber se vou encontrá-lo.
Sem rumo. Quero entrar noutra divisão, de novidade, e sentar-me no chão a ouvir as histórias de quando eu não existia. E quando chegar a meio
do caminho onde as vidas se fundem,
contar as outras, aquelas de quando eu estava cá e que ninguém sabe
porque ninguém estava comigo.
Ver ninguém nunca mais e viver em paz com isso.
Absolutamente sem rumo.

Uns Senhores

DT

Havendo por aí vivalma que vá seguindo este blog, poderá ter-se apercebido de que estes nova-iorquinos me estão a cair no goto muito rapidamente. Esta era uma banda praticamente desconhecida para mim até Julho, altura em que, numa conversa de café (de bar, para ser rigoroso), acabei por ficar interessado em conhecer melhor o trabalho dos Dream Theater. Cinco meses, três álbuns comprados e mais dois debaixo de olho depois - um dos quais triplo e ao vivo -, sou mais um que se junta à enorme legião de fãs daqueles que são por muitos considerados os melhores executantes da actualidade na área do rock/metal progressivo.

No "iPod" aqui ao lado ficam dois trabalhos da banda. Um deles é a faixa que encerra o primeiro disco de Score, gravado no concerto de celebração dos 20 anos de carreira da banda, em Nova Iorque. "The Spirit Carries On" poderá ser estranha, lamechas, excessivamente dramática ou o que mais lhe queiram chamar, mas vale bem a pena ser ouvida pela atmosfera envolvente que nos faz chegar, directamente do Radio City Music Hall.

A segunda faixa que aqui deixo é, digamos assim, extensa. Os seus 24 minutos impõem algum respeito - ainda que fiquem bem longe do recorde de 42 minutos que a banda alcançou no álbum Six Degrees of Inner Turbulence, em 2002. Claro que, depois de toda a música ter carregado, podem simplesmente clicar na barra de progresso para trás e para a frente e ouvir apenas alguns bocados, caso não tenham tanto tempo livre entre mãos. Mas não há nada como ouvir tudo do início ao fim.

Divirtam-se!

sábado, 1 de dezembro de 2007

O erro clássico

Estou a escrever este post enquanto vejo o jogo do Benfica.
Admito que as expectativas para esta partida ficaram mais altas depois do jogo com o Milan, na última quarta, em que fizemos uma exibição de grande nível. E os primeiros minutos de hoje pareciam fundamentar a ideia de que a equipa tinha encontrado o caminho para um sistema funcional e complicado de suster, como o Milan já tinha comprovado in loco.
O lance em que Nuno Gomes se isola, aos 53 segundos (e consegue incrivelmente fazer com que a bola nem a direcção da baliza leve) parecia, por um lado, indicar que o Benfica poderia chegar à baliza contrária com relativa facilidade se fosse capaz de manter a toada da segunda parte do jogo de quarta-feira. Só que, por outro lado, foi também o exemplo perfeito do maior problema com que a equipa lida actualmente: ineficácia. Na noite europeia, o Milan fez três remates à baliza do Benfica e marcou um golo. Para o mesmo efeito, o Benfica precisou quase do triplo: oito.
Apesar deste primeiro desperdício (que viria a ter sequela no minuto 2 da segunda parte), o jogo do Benfica estava a mostrar fluidez e velocidade, o que lhe garantia alguma dominância nos minutos iniciais.

Só que algo começou a correr mal. Primeiro nas alas, onde o Benfica teimava em afunilar jogo e não se mostrava capaz de jogar simples, para quem estava em condições de receber uma bola sem sobressaltos. O problema alastrou, depois, à recepção de bola. A equipa estava quase exemplar nas recuperações mas, com a mesma facilidade com que desarmava, também se encarregava de cometer algum erro que entregava o jogo ao adversário. E é a partir daí que o Benfica perde o controlo das operações e abre cada vez mais espaços na defesa, aproveitados sempre em velocidade ora por Sektioui, ora por Quaresma, que numa das ocasiões em que aparece pela direita acaba mesmo por marcar, algo que se adivinhava desde que o primeiro, o marroquino, do mesmo lado, rematou muito perto do poste.
Rui Costa teimava em não aparecer no jogo, muito por força da insistência colectiva em atacar pelas alas, tendência que afastou a bola dos terrenos mais centrais que o 10 pisa com maior frequência. A organização ofensiva ressentiu-se dessa "ausência" e, na prática, o que se viu foi que o Benfica não conseguia incomodar Helton, muito menos pensar em marcar.

A segunda parte abriu como a primeira: Nuno Gomes aproveita uma falha da defesa para aparecer pela segunda vez na cara de Helton. Sem instinto matador, o 21 rematou forte mas ao alcance do guarda-redes. Reforçava-se a ideia - que não precisava de reforço... - de que não existe, na Luz, um jogador capaz de "resolver" (como dizem alguns vizinhos) em momentos cruciais. Os níveis de concretização do Benfica são simplesmente miseráveis e nem a relativamente recente goleada de 6-1 ao Boavista (que vai valendo ao Benfica o título de melhor ataque da Liga) disfarça o problema. Nuno Gomes é uma pobre desculpa de avançado; Cardozo não justifica um valor de 4.5 milhões de Euros, muito menos o de 9 que por ele pagámos; Bergessio também não parece ter as características necessárias para desempenhar o papel. E depois há atitudes difíceis de compreender por parte de Camacho, que não dá qualquer hipótese a Dabao, que mostrou serviço nos juniores na última época, e insiste em não dar a Adu mais de 10 minutos para salvar a honra do convento. Curiosamente, na primeira vez em que tocou na bola, o norte-americano obrigou Helton a aplicar-se a fundo para evitar o empate. Falta aqui Mantorras, mas esse parece cada vez mais longe de ser uma opção válida. E a equipa continua, assim, a conviver com um problema que se arrasta - no mínimo - desde 2003, ano em que Nuno Gomes, Sokota, Mantorras e Fehér já eram poucos para tanto problema no ataque. Mas o problema maior, como agora se vê, não estava apenas na quntidade.

Mas, voltando ao jogo, a atitude do Benfica na segunda parte foi a que se esperava. Assumir as despesas do jogo - o que não equivale ao domínio, já que nunca foi capaz de se impor claramente - e tentar fazer o golo da igualdade. Antes de Adu rematar forte à entrada da área, já Nuno Gomes tinha desperdiçado uma terceira oportunidade na cara de Helton, cabeceando por cima da trave. A bola que lhe chega não é perfeita, é certo, mas a sensação que fica é a de que, quaisquer que sejam as condições do lance, Nuno Gomes tem um rendimento baixíssimo.
Até ao final, as investidas do Benfica não foram mais do que um ténue esforço para tentar evitar a primeira derrota em mais de um ano, o que acabou por não suceder.

Resta agora encontrar explicações para um desempenho tão mau da linha ofensiva e para a insistência de Camacho em colocar Di Maria e Cardozo, quando já se tinha visto, há três dias, que esses tinham sido - a par com Nuno Gomes - os elementos mais fracos numa equipa que parece querer acordar para uma nova dinâmica. O argentino, aliás, ainda não mostrou ser capaz de se integrar na equipa, abusando dos lances individuais, de algumas simulações - se bem que hoje ficou com o pé preso debaixo de Fucile, dentro da área, não se justificando o cartão amarelo que acabou por ver - e de erros desnecessários que comprometem o ataque benfiquista.
Estou convencido de que este onze inicial é o melhor caminho para o sucesso da equipa, desde que se encontre o tal finalizador para jogar na posição do Nuno Gomes e alternativas mais fortes para o banco, de forma a que, quando as substituições acontecerem, não se note uma quebra de rendimento tão acentuada como se viu hoje e na quarta-feira.
Na terça há mais. No frio da Ucrânia, o Benfica joga a passagem à taça UEFA ou o adeus à Europa. Esperemos que, à terceira, a sorte esteja do nosso lado.