terça-feira, 31 de janeiro de 2006

domingo, 29 de janeiro de 2006

A neve que por cá cai






Pois...

domingo, 22 de janeiro de 2006

Filme da noite

O filme desta noite de 22 de Janeiro de 2006 tem de passar, obrigatoriamente, pelas eleições presidenciais que deram a Cavaco Silva uma vitória incontestável logo na primeira volta. Já lá irei. Antes disso, quero falar de outro filme, um daqueles com realizador e actores, de se ver com atenção e balde de pipocas a jeito.


Match Point é a mais recente criação de Woody Allen, que deixou de lado duas das marcas características dos seus filmes: desta vez, Allen não desempenha qualquer papel na história e Nova Iorque não foi o cenário escolhido.
A acção gira em torno do jovem irlandês Chris Wilton, iniciando-se quando este decide mudar-se para Londres. Imediatamente conhece Tom Hewett, o qual, sem saber, irá trazer alterações dramáticas à vida do recém-chegado com um simples convite para a ópera. A partir daí, Chris torna-se muito próximo da família Hewett, conhecendo Chloe e Nola, respectivamente irmã e noiva de Tom. O irlandês acaba por se ver dividido entre os mundos do amor e da luxúria, incapaz de abrir mão de qualquer um deles. Desesperado e preso numa teia que se torna cada vez mais sufocante, Chris recorre a uma solução extrema cuja consequência apenas pode ser a perdição.
Este é um filme que apresenta uma convencional história de um triângulo amoroso, convidando-nos a imaginar alguns finais plausíveis e mantendo-nos como que "adormecidos" enquanto a acção decorre sem surpresas. No entanto, quando Chris toma uma decisão sobre a sua vida, tudo se baralha em menos de nada e o desfecho acaba por ser absolutamente diferente do que se poderia imaginar, arrancando mesmo gargalhadas a quem assiste.
Um excelente filme com o dedo de Woody Allen a fazer-se notar muito perto do final, lembrando que a vida também pode ser um jogo de azar. E de sorte.


Cavaco, o Presidente anunciado

Vamos, então, às eleições.


Não houve surpresa. Cavaco Silva foi eleito Presidente da República com 50,6% dos votos, numa eleição em que a abstenção voltou a aproximar-se preocupantemente dos 40 pontos percentuais.
Com a principal dúvida centrada na barreira dos 50%, há muito que as sondagens vinham apontando no sentido daquilo a que hoje se assistiu, não deixando grande margem aos restantes candidatos para sonharem com a segunda volta. A perda de alguma vantagem, quer durante toda a campanha, quer durante a análise dos resultados depois do fecho das urnas, nunca pareceu pôr em causa a vitória já na primeira volta, apesar de a incerteza se ter mantido até final, como comprovam as escassas seis décimas que garantiram o triunfo de Cavaco.


Mas nem só de vencedores se fazem as eleições. O exemplar desempenho de Manuel Alegre deve ser reconhecido, não tanto pelos números absolutos do resultado final, mas porque foi capaz de levar até ao fim uma candidatura amaldiçoada à nascença pela "máquina" Socialista, batendo nas urnas aqueles que prematuramente lhe retiraram apoio. Sócrates deverá estar agora consciente de que cometeu um erro político ao optar por um candidato desgastado e nitidamente desfasado das exigências desta campanha. No entanto, não satisfeito com isso, o primeiro-ministro ainda guardou chumbo para um último tiro no pé, que brilhantemente disparou ao sobrepor a sua comunicação à de Manuel Alegre, que já se encontrava a discursar. As televisões apararam o golpe de azia ao lider do PS e Alegre, qual Jerónimo de Sousa, ficou sem voz.
Referência a Soares apenas para me regozijar com a baixa votação por ele alcançada, lamentando o facto de 14,3% dos portugueses terem espirrado na altura de fazer a cruz, o que os levou, por engano, a votar no candidato socialista.

Pessoalmente, estou satisfeito. Ganhou quem eu queria. Ganhou quem oferece mais garantias de trazer equilíbrio ao tabuleiro da política activa portuguesa. Ganhou quem tem maiores argumentos teóricos para ajudar (repito, ajudar, porque se trata do Presidente e não do Primeiro-Ministro) a fazer frente à crise - essencialmente - económica que o país atravessa. Daqui a cinco anos saberemos se o voto foi útil.

domingo, 8 de janeiro de 2006

A boa-vontade tem destas coisas...


Ontem, a porteira do meu prédio aceitou uma encomenda para mim. Deixou-a ficar num apartamento de familiares que cá moram e deixou-me um aviso debaixo da porta para a ir buscar ao primeiro andar. A intenção era a melhor, eu sei... mas a encomenda era para recusar! :p Adivinha-se maratona negocial para convencer a empresa remetente de que foi um engano...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Ele quem?

A figurinha de Mário Soares tornou-se irritante. Não só porque revela tiques de um "tachismo" exagerado, como também porque protagoniza toda uma campanha pela negativa, mais preocupado em atacar uma certa candidatura adversária do que em promover a sua própria. Não há paciência, não me dou ao trabalho de lhe dar atenção. Hoje, porém, ouvi-lhe uma pérola proferida durante o jantar-comício de ontem, referindo-se ao seu alvo preferido: «Ele tem de falar e explicar aos portugueses porque é que está tão ávido de ser Presidente da República outra vez...». Terá sido um momento de introspecção inesperado?