segunda-feira, 19 de julho de 2004

Aparente apatia

Poderão alguns de vós, poucos ou muitos, perguntar o que se passa no :SW?: que, para além da acesa disputa entre toschmeichel e Magnolia pela razão na questão Pauleta, nenhum outro sinal de vida apresenta.

Pois bem, é que o dono do tasco está de férias na outrora conhecida por Villa Euracini, não podendo regalar-vos com os belos contos e romances (???) que aqui periodicamente se publicam... Na verdade, poder até pode, já que a biblioteca de praia até tem acesso à net. A preguiça e... hmmm... a preguiça é que trata(m) do resto.
Por isso, gozem estas linhas até não poderem mais e, por essa altura, talvez eu já esteja de volta. Se não estiver, snifem cola. O efeito é parecido.

terça-feira, 6 de julho de 2004

Post politicamente incorrecto

Foda-se, Scolari!!
Ontem, dia 4, havia mais de 10 milhões a torcer por Portugal. Eram os portugueses que vivem cá, os que vivem no estrangeiro, os amigos dos que vivem no estrangeiro, os estrangeiros que não são amigos de ninguém mas que queriam que Portugal ganhasse. Tanta gente! E, desses todos, foste o único NABO que não entendeu que o Pauleta estava bem era no banco...
Vou mais longe: desses todos, foste o único nabo que não entendeu que, no mesmo banco, a fazer comapnhia ao Pauleta, ficava bem o Deco. Porque se viu claramente, depois da segunda parte do Portugal-Inglaterra, que as pernas não davam para mais, a cabeça já não funcionava e os pulmões já não chegavam. O benefício da dúvida, no jogo com a Holanda, era mais do que justificado. Mas também aí se percebeu que os sintomas do jogo anterior prognosticavam cansaço irrecuperável.
O Rui Costa ficou no banco tanto tempo... porquê? O último jogo da carreira "internacional" do homem e, conhecendo o Rui Costa, quem poderia dizer que ele não ia dar tudo por tudo, correr como um doido, rematar como um desalmado e lutar até à vitória? Como fez, aliás, quando entrou...
O Pauleta nem devia ter voltado à equipa depois do jogo com a Inglaterra. O Nuno Gomes pode não ter marcado, nesse jogo, mas correu quilómetros, fez pela vida e incomodou a defesa. E quando o Postiga entrou para o apoiar, meu Deus!, como os ingleses se borraram todos. Não marcou, mas procurou. Quis repetir o que fizera contra a Espanha. Mas isso, Scolari, não deve ter sido suficiente, porque o astro, o goleador-mor, o grande Pauleta lá voltou no jogo com a Holanda, pronto a mostrar que nem só o Alentejo sofre de secas. E que o Nuno Gomes não tenha justificado assim tanto a titularidade pelo que fez no Euro, ainda queria perceber o que terá feito o Pauleta para se livrar do banco.
Ontem foi a mesma história. O raio do açoriano - que nem o hino canta - andou a arrastar-se 75 minutos. Uma hora e um quarto que Kapsis e Dellas tiveram para ir à praia e tomar uns cafés. Depois, quando decides mexer no ataque... puta que te pariu! Resolves-te, finalmente, a tirar o Pauleta e a merda continuou a mesma, porque um contra dois continua a ser um contra dois! Era dois contra dois o que ali devia haver, raios!! Quem não vê isso? Mas era Gomes e Postiga; só que, para isso, tinhas de pôr o Nuno de início, conceito que te deve ultrapassar largamente, estando o Pauleta disponível. Um conselho: quando a ideia é ganhar, há que jogar ao ataque, para marcar golos, e com avançados - dois ou três! Pergunta ao Mourinho...
Continuo na onda da cacetada - aviso já, para quem não estiver a gostar. É certo que o Figo foi dos melhores portugueses em todo o torneio e correu que se matou. Mas diz-me cá, ò treinadorzeco, DESDE QUANDO É QUE ELE É EXTREMO A TEMPO INTEIRO?!? E, já agora, o que estava o Simão a fazer no banco quando precisávamos de dois alas rápidos? Uma coisa que não me entra na cabeça é ver o Cristiano Ronaldo fazer grande época pelo lado direito e o Simão outro tanto pelo lado esquerdo e chegar ao Euro e ter um no banco e outro sem lado definido. Boa stratégie, monsieur Scolarí!
Para acabar o desancanço, volto quatro anos atrás. A base da equipa era muito parecida com a de agora. Se não me engano, Figo, Rui Costa, Costinha, Couto, Nuno Gomes, Pauleta, Rui Jorge, Petit, Beto e Quim são os elementos da convocatória de 2004 que estiveram no Europeu de 2000. Colocá-los a jogar ou não é opção técnica. O que é certo é que uma fatia importante dos "23" manteve-se. Na altura, Humberto era o seleccionador e Portugal chegou à meia-final, sendo eliminado da forma que todos recordamos. Este ano, a jogar em casa, Scolari leva Portugal à final e perde contra o improvável adversário que o tinha já derrotado no primeiro jogo.
Um português e um brasileiro, uma equipa que jogava tanto quanto queria e uma equipa que foi jogando um bocadito melhor que as outras - com a devida ressalva para o jogo com a Inglaterra. Um treinador que ganha 35.000 por mês e um outro que... vá, francamente, alguém acredita que ele ganhasse o mesmo? Por isso Scolari, muito obrigado pelo segundo lugar, mas nós queríamos o primeiro. E não soubeste, de forma alguma, dar a volta a uma equipa que quis jogar à defesa e jogou à defesa sem ser incomodada. Obrigado, Scolari, mas como tu temos cá muitos. Sem dúvida nenhuma.

sexta-feira, 2 de julho de 2004

Grécia - República Checa

O que fariam se acordassem às duas da tarde, num qualquer dia de verão, com a notícia de que havia dois bilhetes à vossa espera para a meia-final de um Europeu de futebol?
Provavelmente, o mesmo que eu: vestiam-se a correr, comiam mais depressa ainda e metiam-se no comboio para o Porto para chegar a tempo de levantar os bilhetes.
A história do voluntariado acabou por dar um lucro extra, já que estes dois bilhetes não estavam nas contas iniciais. É óbvio que um bilhete para a final era a recompensa mais desejada, mas entre os de ontem e nada, a questão nem se põe.
A verdade maior, caros leitores, é que nunca pensei dizer com satisfação, algum dia, que fui ao Porto e estive no Estádio do Dragão. O que é certo é que fui, estive lá, vi o jogo (fraquito, mas a cavalo dado...), vi o prolongamento e ainda deu para apanhar o último comboio para Braga.

quinta-feira, 1 de julho de 2004

Portugal e a Europa

Numa altura em que temos os Campeões Europeus de clubes, podemos vir a ter os Campeões Europeus de selecções e um português é nomeado para Presidente da Comissão Europeia, parece-me que Portugal está a assumir um ascendente sobre a Europa que não se pode gabar de ter tido muitas vezes.
Não seria altura de deixarmos de criticar tudo e mais alguma coisa e passarmos a olhar para o lado positivo das situações?

Alcançar o inalcançável

Agora acredito. Agora quero!
Mais do que o que qualquer comentário pode dizer, as imagens contam tudo. Foi assim, foram eles, por nós e para nós. Venha domingo, venha a Luz, venha a Glória.